Campeão da Uefa não aceita negros
Curitiba - O racismo no futebol perdura pelo mundo. A equipe do Zenit, da Rússia, que brilhou no cenário mundial ao conquistar a Copa da Uefa, na última quarta-feira, no duelo contra o Glasgow Rangers, da Escócia, não tem - e nem faz questão de ter - jogador negro no time.
Na decisão, os torcedores escoceses exibiam faixas no to racism(não ao racismo) pelo estádio, mas a campanha que é estimulada pela FIFA, que já chegou a punir jogadores e clubes por atitudes racistas, não é seguida pela torcida do time russo. O técnico do Zenit, o holandês Dick Advocaat, confirmou após o jogo o preconceito que a torcida da equipe têm em relação aos jogadores negros. De acordo com o treinador, tem torcedores que vão ao estádio utilizando máscaras da Ku Klux Klan.
As demonstrações racistas nos campos da Europa tiveram precedentes em 2004 (não que tenham sido os pioneiros), mas os fatos que agravaram as situações na Espanha, Alemanha, Inglaterra chamaram a atenção da Fifa, que lançou de forma incisiva uma campanha mundial contra a intolerância racial, cujo astro Thierry Henry, da França tem sido um dos cabeças e garoto propaganda da campanha. (Dimas Rodrigues/Equipe da Folha)





