Campeã quer voltar à seleção de boxe
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quarta-feira, 31 de julho de 2013
Demétrio Vecchioli<br>Agência Estado 
São Paulo - O Campeonato Brasileiro de Boxe Feminino, realizado no fim de semana passado em Campo Grande (MS), mostrou o que todo mundo já sabia: Adriana Araújo, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres/2012, segue entre as melhores do País. A baiana venceu todas as lutas da categoria até 64kg com facilidade e manteve uma invencibilidade que, segundo ela, já dura 11 anos contra adversárias brasileiras.
A pugilista de 31 anos, porém, não faz parte da seleção brasileira. Acusada de indisciplinada, ela foi tirada da equipe pela Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) e entrou em rota de colisão direta com o presidente da entidade, Mauro Silva. O dirigente se defende dizendo que a decisão foi da comissão técnica. Além da medalhista olímpica, Érika Mattos e a ex-campeã mundial Roseli Feitosa foram cortadas no fim do ano passado.
Uma das alegações contra Adriana era a dificuldade de bater o peso da categoria olímpica de 60kg, o que ela contesta. "Defendo meu País desde 2005 e nunca deixei de bater o peso", avisou. No Campeonato Brasileiro, lutou uma categoria acima, a até 64kg, que não faz parte do programa olímpico. Sua substituta na seleção, a sul-mato-grossense Aline da Silva perdeu a final da categoria até 60kg para a catarinense Rosilaine Volante.
"A minha preocupação não é nem enfrentar a Aline, que eu nunca vi lutando. Ela era da (categoria até) 67kg, mas os técnicos da seleção a mudaram de peso. Ela nunca me enfrentou na 60kg. Minha preocupação não era enfrentá-la. Não tinha a preocupação de ir para a 60kg. Tem muita coisa até a Olimpíada. Quero é estar no Pan, no Mundial, no Sul-Americano. Tenho que ir na minha categoria (64kg)", afirmou Adriana. "Fica agora a critério do pessoal lá (da CBBoxe) para me chamar. Os meus resultados servem para isso. No Brasileiro foram escolhidos as melhores do País."


