A carreira profissional de uma ginasta, assim como a de um jogador de futebol, é curta. Pela complexidade e exigência corporal, são raras as que passam dos 25 anos em plena atividade. Talvez por isso, seja preciso escolher bem cedo o caminho dos tablados.
Na equipe da Unopar, referência no esporte e que já formou atletas como Dayane Camillo e Camila Ferezin, atual técnica da seleção brasileira, esta decisão faz toda a diferença. Lá, os novos talentos da ginástica rítmica são descobertos e lapidados todos os anos.
Heloísa Bornal, de apenas 10 anos, é a última desta seleta lista. Depois de Débora Falda, que saiu de Londrina para o selecionado nacional, e Beatriz Pomini, ela é a mais nova sensação do time pré-infantil e grande aposta da equipe londrinense para o futuro.
Seu último grande resultado foi o título individual do Torneio Nacional, que reuniu quase 200 ginastas há 15 dias, em Fortaleza. Admiradora da russa Daria Kondakova e da ucraniana Anna Bessonova, a pequenina fala com convicção sobre os planos para sua carreira. ''Quero sim ser uma grande ginasta e disputar grandes competições fora do Brasil'', afirma, sem titubear.
O apoio e a confiança da técnica Dayane Camillo, com quem Heloísa treina desde o ano passado, ela já tem. ''Desde a primeira vez que eu a vi, já notei algo diferente'', relembra a ex-ginasta, antes de fazer uma nova aposta. ''Acredito que para os Jogos do Rio, em 2016, ela pode estar no auge e representar muito bem o Brasil'', continuou.
O sucesso prematuro, inclusive, já faz Heloísa ser comparada pelos árbitros a uma das pessoas que ela mais admira: a técnica Dayane Camilo. ''Nas competições que ela tem disputado, muita gente vem me falar que ela parece muito comigo no início da carreira, pelos movimentos e no estilo de apresentação'', conta, feliz, a ex-ginasta.
Seguindo os passos de Heloísa, as duas companheiras de treinos Camila Concimo (9 anos) e Beatriz Lolata (10 anos) competiram pela primeira vez em Fortaleza e já conseguiram bons resultados, um quinto e um sexto lugares. Se depender de determinação e dos planos, em breve elas também estarão na lista de talentos da equipe londrinense.
''É o esporte que amo e quero fazer para o resto da minha vida. Meu sonho é ser uma grande ginasta'', cravou a pequena Beatriz, que treina GR há dois anos. ''Meu sonho é chegar à seleção e representar o Brasil em competições no mundo inteiro'', revelou a mais nova, porém, não menos determinada delas, Camila Concimo.

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