Campeã da São Silvestre diz que é um sonho
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quarta-feira, 02 de janeiro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Nem a vitória fácil tornou o etíope Tesfaye Jifar a principal estrela, ontem, na cerimônia de premiação da 77 ª Corrida Internacional de São Silvestre, em São Paulo. A simplicidade da brasileira Maria Zeferina Baldaia, de 29 anos, mais uma vez roubou a cena. Zeferina, a ex-cortadora de cana-de-açúcar que levou o Brasil ao terceiro título em 26 edições da prova feminina, roubou a cena. Foi seguida por fãs na Avenida Paulista, recebeu parabéns, deu autógrafos, posou para fotos. Acho que ainda não acordei.
Tem planos para o prêmio que recebeu - um cheque de R$ 12 mil e um carro novo - de ajudar a mãe, Domingas, a quitar a casa da família, na Cohab 8, em Sertãozinho. Tinha prometido quitar o financiamento se ganhasse a São Silvestre.
Também tem planos para a carreira. Fará os 10 km da Corrida de Reis, de Cuiabá (MT), domingo, antes das férias de 20 dias. Vai conversar com o técnico Cláudio Ribeiro sobre o sonho de tentar ganhar uma medalha olímpica. Não sabe se investirá nos 10 km, em pista, ou na maratona (42km195m).
Zeferina seria recepcionada em carro dos bombeiros em Sertãozinho, onde uma grande festa feita por parentes, vizinhos e moradores da cidade, a esperava - no esporte, a cidade sempre foi a capital do hóquei no Brasil.
A fundista ainda comentava ontem sobre a prova - reviu momentos pela tevê. A maior emoção foi a cena da Brigadeiro Luís Antônio, quando derrotou a queniana Margaret Okayo. Aquele momento em que ela deu a arrancada e eu consegui ultrapassar... Logo cedo, estava no Ibirapuera correndo, para soltar.


