Campanha no Mundial faz Brasil sonhar
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domingo, 02 de agosto de 2009
Valéria Zukeran<br> Agência Estado 
Roma - No balanço do Mundial de Esportes Aquáticos de Roma, que acabou neste domingo, o Brasil teve a melhor participação de sua história, com conquistas que mostram uma clara evolução. Na natação, foram três medalhas (duas de ouro e uma de prata) e um recorde mundial, além da participação em 18 finais - o país terminou na oitava posição. Também veio um pódio na maratona aquática, com o bronze na prova feminina de 5 quilômetros. No mais, teve um brasileiro entre os cinco melhores nos saltos ornamentais, o nado sincronizado disputou cinco finais e o polo aquático somou dois 13º lugares.
Antes desta edição em Roma, a natação brasileira só havia obtido uma medalha de ouro, com Ricardo Prado no Mundial de 1982, em Guayaquil (Equador). Enquanto isso, a única vez em que o Brasil somou mais de uma medalha num mesmo campeonato foi em 1994, também na capital italiana, com duas de bronze na natação. Já o maior número de finais com a presença de nadadores brasileiros veio em 1998, em Perth (Austrália), com a marca de apenas cinco.
Segundo o supervisor da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Ricardo de Moura, os resultados obtidos agora em Roma são um incentivo a mais ao projeto de monitoramento de atletas que a entidade pretende implementar para a Olimpíada de Londres/2012, com 60 nadadores, entre os quais os 28 que estiveram no Mundial. Mas o dirigente admite que ainda mais pode ser feito, principalmente com um ídolo como César Cielo, que conquistou duas medalhas de ouro (50 e 100 metros livre).
Segundo ele, a CBDA vai querer aproveitar o ''Efeito Cielo'' de muitas maneiras. ''Hoje as nossas medalhas são mais caras do que as dos nossos adversários por causa do número de viagens que precisamos fazer para participar de grandes competições, mas pretendemos aproveitar para aumentar o número de parceiros, como Portugal (que proporcionou a aclimatação brasileira na cidade de Rio Maior antes da disputa desta edição do Mundial)'', disse Ricardo de Moura.
O supervisor da CBDA espera também que as conquistas incentivem o mercado interno a investir na natação. Ricardo de Moura aposta também no crescimento do interesse das crianças pelo esporte. ''Os nadadores passam a pensar: 'Se ele pode eu posso também'. E, com isso, geram um comportamento vitorioso'', explicou.


