Campanha do São Paulo surpreende torcedor
São Paulo, 30 (AE) - Depois da derrota para o discreto Gama (2 a 1), em casa, e da vitória sobre o poderoso Vasco (2 a 1), em pleno Maracanã, a campanha do São Paulo tornou-se uma grande surpresa para o torcedor. Ninguém pode afirmar, com precisão, qual será o resultado final de um jogo do Tricolor. Para atletas e o técnico Paulo César Carpegiani, essa instabilidade deve-se ao equilíbrio entre os clubes no Campeonato Brasileiro.
"Hoje em dia, não existem muitas diferenças entre as equipes consideradas grandes e as teoricamente pequenas, desde que haja aplicação tática e entrega dentro de campo", definiu o treinador, cuja lição aprendida diante dos brasilienses foi posta em prática contra os cariocas, na quarta-feira à noite.
Para o volante Jorginho, que já atuou por nove anos no exterior, entre temporadas no Japão e na Alemanha, a competitividade do torneio nacional é assustadora. "Não existe lógica no Brasileiro", disse. "Se o time ganha, sobe na tabela; se perde, sai da zona de classificação e parece estar em crise."
Com a vitória sobre o Vasco, o São Paulo chegou aos 24 pontos em 14 jogos. Foram oito vitórias e seis derrotas. A equipe ainda não empatou na competição. Segundo o goleiro Rogério, capitão do Tricolor, os clubes tradicionais do futebol sofrem com a "obrigação" de vencer, principalmente dentro de casa, sob o olhar atento dos torcedores. "Isso pode desestabilizar a equipe e facilitar o trabalho do visitante, algumas vezes, sem tanta tradição."
Das sete partidas finais do São Paulo, quatro serão no Morumbi (Palmeiras, Internacional, Sport e Ponte Preta) e as demais (Atlético-PR, Paraná e Vitória), fora de casa. O próximo desafio é contra o Palmeiras, no domingo. Para o clássico, Carpegiani ainda não definiu se fará alterações na equipe. Quer, apenas, que seus jogadores continuem firmes na marcação e rápidos nas saídas de bola.
"Precisamos manter o meio compactado e a defesa, segura e confiável", afirmou o treinador. A sua expectativa é pela recuperação do ala-direito Vágner, com dores no calcanhar. Caso possa atuar, o atleta vai encontrar pela frente o rival Paulo Nunes, que o está processando por calúnia. Assim como Rincón, do Corinthians, Vágner o acusou de racismo. Depois do tumulto, o são-paulino prefere, agora, ficar em silêncio.
Se não jogar, será substituído por Edmílson, que conta com o apoio de Carpegiani. "A torcida também precisa estar ao seu lado e não vaiá-lo." Sobre as surpresas nos resultados, o treinador prometeu: "Os são-paulinos podem ficar tranquilos, pois temos boas possibilidades de classificação."





