A rápida ascensão como jogadora de vôlei da atacante da seleção brasileira e do Rexona, Raquel Pelucci, de apenas 20 anos, tem surpreendido até ela mesma. Raquel confessou ter se assustado com o sucesso no Grand Prix do Japão, onde o Brasil conquistou o tricampeonato da competição (94, 96 e 98). Ela foi eleita a revelação do torneio e, numa das fases, a melhor jogadora. ‘‘Não esperava que as coisas fossem se encaminhar desse jeito’’, declarou ontem, já descansando na casa de seus pais em Nilópolis, na Baixada Fluminense, um dia após desembarcar no Aeroporto Internacional do Rio, onde foi assediada por torcedores pedindo autógrafos.
A surpresa, segundo Raquel, ocorreu mais pela rapidez dos acontecimenntos. ‘‘Sabia que do jeito como me dedico, mais cedo ou mais tarde chegaria onde cheguei.’’ Ela viajou para a Ásia com o desafio de substituir a titular Ana Moser, que, machucada, ficou no Brasil se recuperando. No início veio a insegurança. ‘‘Não sabia se ficaria entre as titulares’’, revelou. Mas com o apoio do técnico Bernardinho, Raquel ganhou confiança e pôde mostrar seu potencial. ‘‘É superlegal trabalhar com ele, porque sabe valorizar todos os fundamentos’’, disse a atacante, elogiando o treinador da seleção e do Rexona.
Com 13 anos apenas, quando jogava pelo Flamengo, Raquel começava a despontar na seleção conquistando os títulos sul-americanos infanto e juvenil. Em 1995 foi vice-campeã no Mundial juvenil, na Tailândia. Em 1996, transferiu-se para o Botafogo e ganhou o bicampeonato sul-americano juvenil. No ano passado, foi para o Rexona e conquistou o título da SuperLiga nacional.
A mudança para Curitiba (sede do Rexona) mexeu um pouco com Raquel, que não se apresentou bem e ficou afastada do time. Mas, novamente, Bernardinho foi fundamental e fez com que a atacante ganhasse confiança e voltasse a jogar bem. ‘‘Senti muito o clima e a distância da minha família’’, lembrou. ‘‘Mas já estou totalmente adaptada à cidade’’, completou. Suas metas atuais são manter a regularidade que obteve no Grand Prix e ser titular no Mundial do Japão. Tarefa que ela julga árdua, já que Ana Moser, com toda sua experiência, fará de tudo para reconquistar a posição. ‘‘Temos de matar um leão a cada dia, mas será uma disputa num clima de amizade’’, garantiu Raquel.

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