Camisas do
time encalham
nas lojas
O Fluminense está tão em baixa que, em Londrina, as lojas de materiais esportivos não têm camisa do clube no estoque, nem pretendem adquiri-la. Nas que ainda têm, o volume é pequeno – e está encalhado. ‘‘Quando o time estava na elite do futebol brasileiro ainda vendia alguma coisa. Mas agora, na terceira divisão, não aparece ninguém com a disposição de adquirir qualquer item do Fluminense’’, diz o gerente da Bolivar Esporte, Roberto Avelar Ribeiro.
‘‘Ter estoque de material do Fluminense é prejuízo certo’’, atesta o comerciante, acrescentando que ainda dispõe de ‘‘umas duas ou três’’ camisas. ‘‘Estão encalhadas há uns três anos. O preço de custo para a loja está acima dos R$ 30,00, mas vou colocar em promoção por R$ 12,00. Acho que nem assim vou vender’’, aproveita Roberto – que é torcedor do Flamengo – para também tirar uma ‘‘casquinha’’.
Na Loja São Pedro, nem material encalhado há. De acordo com o gerente, Paulo Iamassato, a demanda por material tricolor sempre foi pequena. ‘‘Agora é zero. Não temos nada no estoque nem pretendemos adquirir’’, diz.
Na Atlântico Sportes, a situação não é diferente. Mas a gerente, Creusa de Souza Martins, foi simpática com os tricolores e disse que vai encomendar camisas assim que o fornecedor passar na loja. ‘‘De vez em quando aparece alguém interessado, n钒, diz, tentando ser otimista.
O gerente da Sprint Sport, Jorge Duarte, informa que a loja tem apenas um boné do Fluminense. ‘‘E ele foi retirado da vitrina, porque não vende mesmo.’’
Enquanto Jorge dava a entrevista, um funcionário encontrou o único exemplar de camisa tricolor disponível na loja. ‘‘É uma camisa antiga, que vamos colocar em promoção’’, anuncia. E ironiza: ‘‘Quem sabe aparece algum interessado...’’
Áureo Nogueira)

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