Camisas de futebol passaram do algodão para o dry fit
As camisas de times de futebol podem representar muito bem essa evolução nos materiais esportivos. Do pesado algodão ao leve dry fit, há uma longa história de investimentos e tecnologia.
Seja no tamanho, ou no tecido, elas são projetadas para dar mais conforto, agilidade e impedir que as próprias camisas sejam impecilhos para quem a veste.
As camisas pesadas por conta do suor acumulado ou mesmo por causa da chuva fazem parte do passado. Os uniformes atuais são projetados para absorver todo o líquido e evaporá-lo rapidamente.
É o caso do dry fit, tecido inovador que destaca características de conforto, baixo pilling (formação de bolinhas), leveza e performance. É desenvolvido através de um sistema tecnológico onde a construção do tecido é projetada para proporcionar alta absorção do suor do corpo e secagem rápida.
O sistema dry fit é potencializado através da utilização de microfibras de última geração que facilitam o transporte do suor para o exterior do tecido acelerando sua secagem, mantendo o corpo sempre seco e a temperatura estável. Além disso, pode ser lavado e secado a máquina e não amassam, sendo fácies de manter e usar.
Hoje em dia, não é privilégio dos grandes clubes contarem com uniformes com toques tecnológicos. Não é só as gigantes do mercado esportivo que dão conta de fornecer esse tipo de material. As pequenas empresas do ramo também estão investindo na produção de roupas mais confortáveis a fim de atrair os clubes pequenos do interior.
Antigamente, o suor ficava entre o tecido e o corpo. Hoje, a camisa cola no corpo, chupa o suor e evapora rápido. Isso dá mais mobilidade para o atleta, explicou Carlos Eduardo Bovolin, o Cadu, diretor da Karilu, que trabalha com os mesmo tecidos das grandes marcas e veste o Londrina, Nacional, Cianorte e Arapongas no Paraná, além de clubes do Mato Grosso e de equipes de outras modalidades.
Cadu lembra que os uniformes do Tubarão, por exemplo, são feitos em dry fit, mas ganharam um ingrediente extra. Eles são confeccionados em material que contém 95% de poliester e 5% de elastano, o suficiente para esticar com um puxão, por exemplo, sem danificar a camisa. A adoção de tecido telado em áreas mais suscetíveis de suor também é bastante usada, até como forma de respiro.
Outra mudança que não é muito notada mas dá uma grande diferença é na colocação dos patrocinadores e outras marcas nas camisas. Ao invés do tradicional transfer, que é posto sobre o tecido, a onda é o transfer digital, impresso diretamente na camisa, como se fosse a tinta do próprio tecido. Isso deixa a camisa mais leve também, explicou Cadu. (T.M.)





