Camisa de Pelé é vendida por US$ 105 mil
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terça-feira, 21 de setembro de 2004
Das Agências 
São Paulo - A camisa 10 usada por Pelé na final da Copa de 1958 foi leiloada ontem em Londres. O ex-jogador, na época com 17 anos, marcou dois gols na vitória brasileira sobre a anfitriã Suécia por 5 a 2. A camisa recebeu um lance de US$ 125.389. No entanto, valor pago foi menor: US$ 105.600.
Ao invés da tradicional camisa amarela, a seleção brasileira atuou na decisão do Mundial-58 com o uniforme número dois, o azul, já que a Suécia jogou com sua camisa principal, a amarela.
Segundo a casa de leilões Christie's, a camisa foi adquirida por um colecionador não identificado, que fez seu lance por telefone. O valor pago ficou abaixo da estimativa inicial, que era de até US$ 180 mil.
Também foi leiloada a camisa usada pela ex-estrela da seleção inglesa Paul Gascoigne na semifinal da Copa de 1990 contra a Alemanha Ocidental. Ela foi vendida por um soma bem inferior do que a de Pelé US$ 51.337.
Decepção O diretor do Museu dos Esportes Edvaldo Santa Rosa, Lauthenay Perdigão, ficou decepcionado com o resultado do leilão da camisa usada por Pelé no final da Copa de 1958. Para ele, a relíquia que pertencia ao Museu Dida apelido do craque alagoano Edvaldo Santa Rosa valia muito mais do que os US$ 105 mil arrecadados (cerca de R$ 300 mil).
''Outras peças, como a camisa que Pelé usou na Copa de 70, foram leiloadas por um valor muito maior, embora essa não tenha a mesma importância histórica que a camisa azul de número 10 usada pelo rei do futebol, na final da Copa da Suécia'', comentou Perdigão, acrescentando que se arrependeu de ter entregue a peça para ser leiloada.
''Se eu soubesse que mais de 50% do valor do leilão ficaria com o governo federal, eu não teria entregue a camisa para leilão'', comentou Perdigão, que é radialista e há 11 anos dirige o Museu dos Esportes, que é vinculado ao governo do Estado e fica nas dependências do Estádio Rei Pelé, em Maceió.
O diretor esperava que a camisa fosse vendida entre US$ 130 mil a US$ 180 mil. Descontados os impostos, a taxa do Banco Central, o percentual da Christie's e do advogado que intermediou o negócio, Perdigão calcula que esperava receber algo em torno de R$ 100 mil, que seria dividido em partes iguais com a família do Dida.
''Ainda não sei quanto vai sobrar, depois de serem feitos os descontos, mas o compromisso com o Edson Santa Rosa (irmão do Dida) continua de pé: metade do que vier para o Museu será da família dele. A outra metade vamos usar para equipar o museu, que continua com outra peças importantes'', completou.


