CAMISA 12
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de abril de 2015
EDUARDO TIRONI<br>[email protected] 
Nas estatísticas, foram parecidos em quase tudo. Mas no jogo em campo, houve uma grande diferença entre o primeiro jogo da final do Paulista e do Carioca. Em São Paulo ela foi muito mais veloz, com mais alternativas táticas e chances de gol. No Rio, mais amarrado, com mais trocas de bola de um time para o outro, pior tecnicamente.
Os chatíssimos estaduais acabam nesta semana e no Brasileiro a história pode ser completamente diferente. Mas neste momento há uma distância entre o futebol jogado entre os finalistas paulistas e cariocas. Esta diferença técnica já havia aparecido nos jogos das semifinais, com partidas em São Paulo mais táticas e mais rápidas.
No caso dos finalistas do Rio, estamos falando de um time que acabou de voltar para a primeira divisão e de outro que acabou de cair para a segunda. E no caso do Paulista estamos falando de dois times de primeira divisão, ainda que o Palmeiras não caiu em 2014 por muito pouco. Ocorre que os quatro times estão muito modificados com relação ao ano passado e, ao que parece, até aqui os paulistas têm feito um melhor trabalho de preparação para o começo da temporada (considerando que os estaduais nada mais são do que uma pré- temporada mais extensa do que o necessário).
Sem deixar espaço para o adversário e vigiando muito bem Lucas Lima, o Palmeiras conseguiu impor seu ritmo diante de um Santos recuado demais e sentindo a falta de seu líder Robinho. A jogada do gol resumiu o Verdão: rápido e apostando nas jogadas pelos lados do campo. Deu certo.
No Rio, o jogo caminhava para um empate que seria o mais justo quando o Vasco achou seu gol. O repertório de Doriva seguiu o mesmo: aposta na bola parada (são 75% dos gols feitos desta forma em 2015), na forte marcação e na defesa sólida. O Botafogo tentou sair das amarras do adversário, mas chance real foram duas, desperdiçadas pelos seus atacantes.
Tanto em uma decisão quanto em outra, nada está definido, pela magreza dos placares. O botafoguense pode estar ressabiado pelas chances desperdiçadas e pela derrota nos momentos finais, mas não foi inferior ao adversário. O palmeirense deve estar lamentando o pênalti perdido por Dudu, que deixou vivo o Santos para a segunda partida.



