CAMISA 12
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de abril de 2015
EDUARDO TIRONI<br>[email protected] 
Pintado como o grande time brasileiro do momento, o Corinthians justificou os elogios em apenas metade do clássico de ontem contra o Santos. Com pressão, alternativas e muita velocidade, o time de Tite dava a sensação no primeiro tempo de que viria outra jornada de gala. O goleiro Vladimir impediu.
A história mudou na segunda etapa. O Santos se acertou em campo, passou a criar perigo até chegar no seu belo gol, fruto de ótima troca de passes e de participação importante de Lucas Lima, excelente jogador não só ontem, mas frequentemente.
Uma das justificativas pela queda de rendimento corintiano na segunda parte do jogo foi o esgotamento físico. Afinal, o time jogou no seu limite no meio da semana e a maratona não tem sido pequena. Verdade. Porém, este tipo de adversidade é comum e uma das diferenças entre grandes equipes e equipes que vivem bons momentos é exatamente a capacidade de fazer valer sua superioridade técnica e tática para ultrapassar barreiras.
Mas não foi só a falta de gás que travou o Corinthians, mas também um rival com um ataque veloz, que pôs à prova a força da zaga. Além disso, atuando como um motorzinho, Lucas Lima ocupou o espaço de uma intermediária a outra e ditou o ritmo do meio de campo.
Outros problemas corintianos também apareceram. Laterais, frequentemente seguros, sofreram com a velocidade santista, Guerrero desapareceu entre os zagueiros no segundo tempo e o futebol do Jadson, ótimo no primeiro tempo, sumiu no segundo. Até a ousadia às vezes provocativa de Geuvânio, incomodou os corintianos.
Se de fato a queda de rendiment o de jogadores importantes foi resultado do esgotamento físico, seriam necessárias outras alternativas para o ritmo de jogo seguir forte. Os grandes times vencem e convencem. Quando não convencem, vencem e administram.
O Corinthians não parece ser só fogo de palha. Longe disso. Mas para ser o timaço que foi pintado ao longo desta semana, ainda falta.



