CAMISA 12
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de julho de 2014
EDUARDO TIRONI<br>[email protected] 
Ao que tudo indica, Dunga será apresentado amanhã como novo (esta palavra poderia estar entre aspas) técnico da Seleção Brasileira. O capitão do tetra chega em um momento em que se discute muito os rumos do futebol brasileiro.
Inegavelmente não foi só a humilhação que ficou daquela semifinal contra a Alemanha. Ficaram também uma saudade de um tempo que se jogava assim no Brasil e uma ponta de inveja de ver um rival atuar de maneira tão eficiente e agradável. Por isso mesmo, muita gente entendeu que a posse de bola é o caminho a ser seguido. E isso já pode ser visto no combalido Campeonato Brasileiro, por mais incrível que esta boa notícia pareça.
Na rodada deste fim de semana, o São Paulo decepcionou em casa contra a Chapecoense, mas tentou trabalhar a bola, pelo menos até entrar em desespero pela derrota iminente. O Cruzeiro fez o mesmo contra o Palmeiras (já fazia desde o ano passado) sobretudo no primeiro tempo. E no segundo foi o Palmeiras que tentou trabalhar o jogo. O Internacional estraçalhou o Flamengo com a bola os pés e o Corinthians, um pouco mais apressado, é verdade, também dominou as ações na parte final do jogo contra o Vitória. Quase ganhou.
Se dentro de campo houve um legado positivo desta Copa do Mundo foi a percepção de que o futebol jogado por aqui não é só feio, mas muitas vezes ineficiente, como demonstrou a própria Seleção Brasileira da maneira mais dolorosa possível. E aí houve ao menos um incômodo em nosso "professores" e alguns deles tentando algo novo. É elogiável.
Mas porque Dunga no começo desta coluna? Porque, a não ser que tenha mudado radicalmente seus conceitos, ele é da escola .importante é vencer. e que o futebol vistoso não leva a nada. Seu exemplo predileto é a da Seleção de 82.
Que ao menos ele tenha visto alguns jogos desta rodada. Se não foram um exemplo de futebol bem jogado, pelo menos deu para perceber intenção de algo novo e mais arejado.



