CAMISA 12
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 02 de junho de 2014
LUIZ FERNANDO GOMES<br>lfgomes@ lancenet.com. br 
Foram apenas nove rodadas, ainda tem um campeonato inteiro pela frente.
Certamente, você ouviu algum rubro-negro falar isso nos últimos dias para reagir à zoação de um rival. E é verdade. Mas muito cuidado nessa afirmação. Depois da Copa, do jeito que as coisas andam, nada será diferente na Gávea.
A situação do Flamengo é periclitante. E os maus resultados dentro de campo são apenas um reflexo do caos instalado do lado de fora.
A diretoria está perdida, dividida. O vice de futebol entrega o cargo. O presidente pede férias de um mês depois de dizer que não iria tirar licença. A comissão técnica não se encontra. O técnico num dia diz que vai recuperar Felipe e no dia seguinte tira o goleiro do time.
A demissão de Jayme, feita na hora errada e da forma errada, só agravou o cenário. A chegada de Ney Franco foi um desastre. Poucas vezes um treinador se mostrou tão sem rumo, tão incapaz como ele nos primeiros jogos no comando.
Escalações erradas ou inócuas se sucedem. Por influência da cartolagem - como na troca de Felipe por Paulo Victor - ou por erros de avaliação do técnico. Ontem, foi só mais um exemplo: Samir, que vinha se destacando como o melhor jogador do time no ano, foi sacado da zaga, lançado na lateral esquerda e substituído no intervalo por João Paulo, ele mesmo um lateral de função. Vai ser inseguro assim lá em Ipatinga.
O treinador se defende, diz que não teve tempo de armar o time, que pegou uma maratona de jogos às quartas e domingos. Não justifica. Mas, ainda que seja isso, como explicar que, ao invés de aproveitar a parada da Copa para treinar, buscar um padrão de jogo, os jogadores tenham ganhado 15 dias de férias.
Treinar, afinal, para que treinar? Ainda faltam 29 rodadas para o Brasileirão acabar.





