Faltavam quatro minutos para terminar a partida contra o Veranópolis quando ele abandonou a área técnica e foi para o vestiário, envergonhado por mais uma derrota de seu time, que teve outra atuação abaixo da crítica.
- Eu me expulsei. Mais vergonha do que isso é impossível passar - declarou após a partida.
Felipão parece estar realmente abalado com a má campanha do Grêmio neste começo de temporada. O Tricolor ter sido o único clube a abrir as portas a ele após os 7 a 1 pode ter contribuído para que o treinador esteja tão contrariado.
Pode estar se sentindo em débito com a torcida que o acolheu.
Débito que ele não entende que tenha com a torcida brasileira. Após a pior derrota da história da Seleção em toda a sua história, Felipão declarou: - Minha dívida? Não tenho dívida.
Fiz o meu trabalho como sempre faço em qualquer lugar. Fiz aquilo que eu achei que era o mais correto e o melhor. Da forma como trabalhamos, nós tivemos apenas uma derrota. De um ano e meio para cá, essa foi a terceira derrota. Foi horrível pelo resultado, 7 a 1. Não é dívida e nem crédito.
Superbadalado treinador, Felipão passa pelo segundo momento de baixa consecutivo na carreira. Em situações bem diferentes. Na Seleção, tinha todos os jogadores do país à sua disposição (quase todos, porque Diego Costa abriu mão).
Pôde montar o time que quis, com as peças que quis. Até a bola rolar na Copa, contou com boa vontade de grande parte dos críticos e da torcida.
No Grêmio, chegou respaldado pela sua história no clube, que passa por restrições financeiras. Elas atrapalham a formação de um bom time e freiam o trabalho.
Felipão saiu da grande riqueza de recursos técnicos da Seleção para a escassez do Grêmio atual. Nestas horas difíceis, o trabalho de um (bom) técnico tem de aparecer.
Quando teve tudo, fracassou vergonhosamente. Sem quase nada, vamos ver do que é capaz. Se fracassar, a história do apagão não vai colar.

Imagem ilustrativa da imagem CAMISA 12 - Felipão e seus débitos com a torcida
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