Ontem o Milan jogou em casa diante da Atalanta.
Aparentemente, jogo que qualquer torcedor do Rubro-Negro crava vitória. A Atalanta é um time simpático de Bérgamo, cidade pertinho de Milão, tem a camisa que parece a do Inter, mas nunca vai a lugar algum e luta para não cair (como ocorre nesta temporada) enquanto o Milan é o Milan. No fim deu Atalanta 1 a 0, resultado que deixa o Milan lá no meio da tabela, quase sem chance de beliscar uma posição que valha a vaga na Liga dos Campeões e, obviamente, nenhuma chance de título.
O mesmo acontece com a Internazionale. No sábado empatou com o 'poderoso' Empoli, que tem relevância ainda menos que a Atalanta. E está no meio da classificação.
Os resultados foram zebras? Não. Milan e Inter estão iguais na mediocridade. E na tabela, com seis vitórias, oito empates e cinco derrotas.
Os poderosos de Milão são os exemplos que mais ilustram o declínio do futebol italiano, que não vem de hoje.
As tantas crises políticas e escândalos que passaram o Calcio sempre foram superados, mas quando veio a crise financeira o bicho pegou. Não tem muito tempo, jogar num dos gigantes era o máximo. Agora os craques fogem.
Adeus, Ibra, Thiago Silva... Que bom que o Robinho saiu para aliviar os cofres! Eles precisam fazer caixa de algum jeito. Vão tirar de onde? Possuem sedes que são meros escritórios e não clubes para associados. Não tem estádio próprio (como todos os outros italianos exceto a Juventus). E como os mecenas não entraram arrebentando, o que vemos ? Perda status.
Tal e qual a Itália. Inglaterra, Espanha e Alemanha já superaram a velha Bota e abriram um abismo de diferença. A relevância na Liga dos Campeões está no chão. Vejam a cota percentual de portugueses e de italianos para as vagas à Champions. E desde quando temos um representante do Calcio nas semifinais. O futebol da Itália sempre teve fama de ser o de resultados, com aqueles times retrancados que garantiam o 1 a 0 e ganhavam títulos. Era feio. Mas sabem de uma coisa: não ter os gigantes de Milão em alta deixa o futebol mais pobre. Que eles deem um jeito e retomem o rumo.
Excepcionalmente hoje Eduardo Tironi não escreve neste espaço.

Imagem ilustrativa da imagem CAMISA 12 -
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