O caminhão da equipe Leão Racing foi todo construído para o rali, uma vez que não tem quase nada original. Até o chassi, que era de Mercedes-Benz 1113, teve suas dimensões reduzidas para atender às necessidades da prova. As molas da suspensão são auxiliadas por três amortecedores hidráulicos em cada roda. ''Só assim para suportar os solavancos que o caminhão enfrentará a 100 km/h'', comentou o mecânico José Luiz Munhos, que preparou o veículo.
O motor é um international V8 norte-americano, de 7.3 litros e injeção eletrônica. O interior não tem quase nada além dos bancos individuais, mas ainda assim o cavalinho pesa cinco toneladas. O único conforto que a equipe terá dentro da cabine é o ar-condicionado. Marcos Pegoraro pretende manter uma média de 80 km/h, mas nos trechos de reta alcançará os 150 km/h limite de velocidade imposto pela organização para todos os veículos.
A equipe quer apenas concluir o rali com uma boa classificação. ''Não temos a pretensão de vencer, pois o favoritismo é das equipes de fábricas. Só a Volks, que terá cinco caminhões, investiu R$ 5 milhões, enquanto o nosso orçcamento foi de R$ 500 mil'', comparou Pegoraro. (J.K.)

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