CAMINHÃO AZUL ATROPELOU!
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014
GABRIEL CARNEIRO<br>[email protected] 
O brasileiro já se acostumou a reclamar do nível dos jogos do Campeonato Brasileiro, detonar jogadores e técnicos e alegar que nada do que se faz por aqui está certo. Besteira! Bastou abrir os olhos ontem para ver uma partida de alto nível (e com ótimo público) no Mineirão. O Cruzeiro, que não desperdiçou chances como o Santos, acabou levando a melhor com 3 a 0 e o retorno ao topo da tabela, agora com 33 pontos ganhos.
O jogo foi agradável de ver por dois motivos: os treinadores têm vocação ofensiva e os jogadores não tiveram interesse em cavar faltas ou iludir a arbitragem. Um jogo leal em que a bola rolou e a coletividade do Cruzeiro fez a diferença. Mesmo quem perde não sai de cabeça baixa!
Pressionado pelo Internacional, que colocou sua liderança em risco pela primeira vez, o Cruzeiro começou na pressão, acuando o Santos. Aos 20 minutos, Everton Ribeiro marcou um gol após dominar de mão e a jogada foi anulada pela arbitragem. Mas o lance mostrou a necessidade ao time visitante de sair da defesa e buscar espaços, principalmente com Cicinho e Robinho. Com os dois acesos, o Peixe criou algumas chances de gol, mas as conclusões de Leandro Damião e Thiago Ribeiro deixaram a desejar. E como...
Até que Everton Ribeiro bateu falta na entrada da área, a bola desviou no meio do caminho e enganou o goleiro Aranha. Pelo posicionamento de Marcelo Moreno (à frente do último zagueiro) e sua interferência na jogada, os debates são justos.
Inteiro no jogo e igualmente ofensivo, o Santos até mereceu o empate pela criatividade. Não pelas finalizações... E como do outro lado estava o Cruzeiro, bastaram dois minutos da etapa complementar para Egídio, Willian e Ricardo Goulart tabelarem na entrada da área e Aranha falhar de novo para deixar o artilheiro do Brasileirão ainda mais isolado.
Ainda houve tempo para um contraataque aos 42 minutos coroar o centésimo jogo de Marcelo Oliveira pela entrada de Júlio Baptista. 3 a 0. Placar que o Santos não mereceu, mas o Cruzeiro sim, por mais incoerente que essa frase possa parecer.
Foi essa a diferença dos dois times leais, ofensivos e de qualidade: o Cruzeiro joga junto há dois anos, e aproveitou chances. O Santos joga há três semanas, e não foi nada eficiente.
Goleada que põe o Cruzeiro de volta no topo e afasta mais do G4 o Santos, de três derrotas seguidas.






