Cambistas ignoram 'acordo' proposto por Onaireves
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quinta-feira, 04 de outubro de 2001
Rodrigo Sais<br> De Curitiba 
Nenhum cambista levou a sério as ameaças do presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, que prometia mandar prender quem estivesse vendendo ingressos para a partida de domingo entre Brasil e Chile, no estádio Couto Pereira. Moura havia dado um prazo até as 16 horas de ontem para que os cambistas arrependidos revendessem seus ingressos pelo preço de tabela.
No horário determinado, nenhum cambista havia devolvido as entradas, embora muitos deles ainda estivessem rondando o estádio do Coritiba e a Rua das Flores. O motivo alegado era simples: todos que ali estavam já haviam vendido todo o estoque. ''Ninguém tem mais ingresso. Só não fomos embora ainda para esperar a hora que vão começar a vender os ingressos novamente'', afirmou um cambista de São Paulo que se identificou apenas como ''Boca''. Ele disse que ninguém estava preocupado com a possibilidade de serem abordados pela polícia.
Os ingressos a que Boca se refere são os dois mil bilhetes que supostamente estariam destinados à torcida do Chile, e que só poderiam ser adquiridos mediante reserva por telefone na FPF. Segundo Boca, muitos cambistas cadastraram-se na FPF para ter acesso a essa nova leva de entradas.
A história por trás desses dois mil ingressos ainda não foi esclarecida. Moura afirmou que essa cota havia sido reservada para o Consulado do Chile, mas a secretaria do consulado negou que qualquer contato houvesse sido feito neste sentido.


