Arquivo FolhaProblemasA equipe Tasman, do brasileiro André Ribeiro, pode trocar o chassi Lola pelo Raynard esta semana A vitória de Michael Andretti na prova de abertura da temporada de Fórmula Indy em Miami não fez a equipe Newman-Haas relaxar. Ao contrário, a escuderia está apreensiva antes do GP da Austrália, dia 6. Christian Fittipaldi encerrou ontem uma bateria de três dias de testes em Firebird, Phoenix, sem conseguir fazer o câmbio do novo Swift-Ford funcionar.
Em circuitos ovais, onde só é preciso trocar de marcha na largada e na entrada e saída dos pit-stops, o câmbio do Swift funciona bem. Mas nos circuitos mistos, em que as trocas são mais frequentes, o câmbio até agora não suportou mais do que 175 quilômetros nos testes. O GP da Austrália terá 292 quilômetros e Andretti e Fittipaldi não conseguirão terminar a corrida caso a Newman-Haas não encontre solução para o problema.
‘‘Estamos fazendo o possível e o impossível, mas o defeito não é simples’’, afirmou Christian Fittipaldi, decepcionado por perder a manhã de ontem nos boxes, enquanto os mecânicos consertavam o carro. O problema do câmbio é estrutural: por ser muito compacto e mais alto em relação ao solo, para melhorar a aerodinâmica, não suporta a pressão exercida sobre as engrenagens durante as trocas de marcha. ‘‘Espero que ainda haja uma solução para esse problema’’, completou o brasileiro.
A Tasman, equipe de André Ribeiro, pode seguir os passos da Patrick e da Forsythe e trocar o chassi Lola pelo Reynard. Steve Horne, dono do time, o sócio Jeff Eischen e o engenheiro Don Halliday estiveram na Inglaterra visitando a sede dos dois fabricantes e decidirão até hoje que equipamento usar a partir da segunda etapa, o GP da Austrália, no dia 6 de abril.
A falta de competitividade da Lola T97/00 em Miami obrigou a Tasman a tomar providências. Steve Horne foi à Inglaterra observar de perto as medidas que a fábrica está tomando para melhorar o chassi. Horne e o engenheiro Halliday reuniram dados de telemetria e computador coletados em 18 testes realizados na pré-temporada.
Caso Horne, Halliday e os pilotos André Ribeiro e Adrian Fernandez concluam que o chassi tem erros de projeto e que a fábrica não tem soluções a curto prazo, a saída será mudar de carro. André admite usar até a Lola do ano passado, modificada para o regulamento deste ano. ‘‘O Greg Moore andou com o Reynard de 96 em Miami e largou e chegou em quarto’’, lembrou.

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