Independente da modalidade, um atleta aprende, desde o início da carreira, que para ter sucesso na profissão é necessário superar limites, sejam eles físicos ou psicológicos.

Mas para pessoas como o cambeense Jeferson Amaro, essa lição serviu primeiro para a vida e somente anos depois fez sentido também no esporte. Com 23 anos, ele se dedica exclusivamente à natação, modalidade que pode levá-lo às Paraolimpíadas de Londres neste ano.

A amputação da perna e braço esquerdos foi resultado de uma brincadeira perigosa em 2003, quando o então adolescente caiu de um trem em movimento e foi atropelado pelo mesmo. O jovem lembra que nessa época não tinha qualquer pretensão de ser uma atleta profissional, muito menos da natação, já que seu esporte favorito era o skate. ''No máximo queria participar de um campeonato ou outro de skate. Imaginava que quando fosse adulto teria um emprego comum, nada como ser atleta'', conta.

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