O fim de semana no Autódromo Raul Boesel, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, deve começar com muita expectativa para os pilotos da Copa Fiat. No domingo serão disputadas as duas provas da terceira etapa do campeonato, mas antes, no sábado, a pista já terá esquentado com a prova que seria realizada em Londrina, em junho, mas foi adiada devido a problemas em peças que afetaram diversas equipes na ocasião. A bateria está marcada para depois dos treinos livres e classificatórios da terceira etapa e mantém o formato de grid invertido dos oito primeiros colocados na primeira prova londrinense.
Entre os pilotos da categoria, o cambeense Cesinha Bonilha tem tudo para atrair a atenção dos adversários no fim de semana. Embora na etapa de Londrina tenha fechado a primeira prova em nono, pode assumir a pole amanhã. Na corrida de abertura, ele perdeu uma posição ao ser fechado por Allan Kodair e quase saiu da pista. Acabou entrando com um recurso para não ser prejudicado pelo acidente. ''Por enquanto apareço na pole, mas a posição oficial só vão divulgar na hora'', declara o piloto da equipe Vasco Racing Team.
Mas a maior expectativa com relação ao piloto deve ser sobre o seu desempenho na pista, já que ele se recupera de uma lesão no pulso. Na última etapa, realizada no dia 15 de julho, em Goiânia (GO), Bonilha sofreu um acidente na área de boxes que causou três fraturas incompletas.
O susto foi antes do treino classificatório, quando ele conversava com outro piloto. O mecânico de uma equipe vizinha utilizava a pistola pneumática que serve para calibrar pneus e levantar os carros, mas acabou desconectando o equipamento sem desativar a pressão e a mangueira foi direto no braço do cambeense. ''Eu estava a 10 metros de distância do box. A pressão daquilo é de 50 toneladas e agradeci por não ter batido na minha cabeça'', afirma.
Mesmo machucado, Bonilha deu uma demonstração de raça e superação. Medicado para amenizar a dor e com o braço enfaixado, iniciou o treino, mas não conseguiu terminar. ''Perdi 80% da força e bem da mão do câmbio'', destaca.
Na primeira prova acabou largando em último, mas foi com tudo para a pista. Também não terminou essa bateria, pois sentiu muita dor quando, em uma disputa com Antônio Jorge Neto, os dois carros se tocaram.
Já na segunda bateria foi com mais calma e menos dor. Acabou terminando a corrida em sétimo, um resultado que rendeu cumprimentos de alguns adversários de pista. ''Nosso carro estava muito bom e se não ando lá, em Curitiba ia começar do zero. Eu ia acabar largando o campeonato como piloto pra ajudar a equipe de outra forma''.
Passada a segunda etapa, Bonilha precisou colocar um cavalete como medida provisória de recuperação do braço e a possibilidade de não correr em Pinhais foi cogitada. Mas, no último fim de semana, ele foi até o Rio de Janeiro, como coordenador da equipe Cesinha Competições, que participou da etapa nacional de Spyder Racing. O piloto aproveitou para dar algumas voltas no Autódromo Nelson Piquet e confirmou seu desempenho no volante.
Agora, na terceira etapa da Copa Fiat, espera subir na tabela de classificação, na qual aparece em 13º com quatro pontos. Ele admite que o acidente em Goiânia abalou, mas não tirou seu otimismo com relação ao ano de 2012. ''Desde o início do campeonato acredito que nossa equipe tem capacidade para disputar as três primeiras posições e minha retrospectiva do Linea lá (em Pinhais) é boa'', destaca.

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