Cambé terá campo público de golfe
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de agosto de 2006
Reportagem Local 
A cidade de Cambé terá o primeiro campo público de golfe do Paraná e o terceiro do País. A idéia de campo de golfe público não é nenhuma novidade em países onde o esporte possui uma tradição mais forte, mas no Brasil essa era uma idéia pouco difundida. Somente na capital paulista, São Paulo, e em Japeri, na Baixada Fluminense, já existiam campos públicos de golfe no País.
A notícia da construção do campo público em Cambé foi dada na manhã de ontem pelo prefeito Adelino Margonar, no Londrina Golf Club (LGC), durante a apresentação de mais uma etapa do Projeto Golfe na Escola Pública, que visa ensinar técnicas do esporte para pessoas de baixo poder aquisitivo.
A área que a Prefeitura de Cambé cedeu para a construção do campo fica no Parque Castelo Branco, em Cambé, e vai comportar nove buracos, metade do número de buracos que o Londrina Golf Club possui. Segundo o secretário de obras de Cambé, Alcino Fávaro, a parte de terraplenagem já foi feita, e agora o segundo passo é tornar a área mais uniforme para poder começar a plantar a grama do campo, etapa que vai contar com a colaboração do LGC. ''É uma área grande, com bastante arborização, só estamos aguardando o projeto do campo para dar continuidade a ele'', disse o secretário.
''O campo público vai dar certo, porque nós sempre damos força para os projetos da APMI e o 'Projeto Golfe na Escola' tem proporcionado um meio das crianças crescerem mais disciplinadas'', disse o prefeito, ressaltando o fato de que se trata de um trabalho social de inserção da criança na sociedade.
É o caso de Rafael Machado, 14 anos, que antes não gostava do esporte. ''Eu achava chato, pois eu imaginava que era só pegar na bolinha e ficar batendo nela''. Depois de ouvir a história de Rivelino da Silva, um ex-caddie que se tornou profissional do esporte, Rafael se empolgou e disse que quer se tornar um profissional do esporte. ''O golfe pode me ajudar na vida, pois não conheço meu pai e minha mãe morreu e ele pode me dar uma profissão'', diz Machado, aluno da Oficina de Expressão Hugo Gonçalves, entidade que é mantida pela Associação de Proteção à Maternidade Infantil (APMI).


