Soraia Novaes representa como ninguém o passado glorioso e a esperança de bons resultados de uma nova geração no handebol feminino. Armadora do time de Londrina, joga há 21 anos e, mesmo aos 41 anos idade a qual poucos jogadores continuam atuando em equipes profissionais , sente-se em plena forma. ''Me sinto jovem e vou jogar enquanto me sentir bem'', disse a jogadora.
De acordo com Zamberlan, Soraia sempre se destacou pelo seu vigor físico e como ela usava com inteligência sua força para superar as adversárias. Hoje ela se aproveita da maturidade para apresentar um jogo mais completo. ''Minha condição física era melhor e hoje não consigo fazer mais as mesmas coisas com o mesmo tempo de treino das mais jovens. Mas com a experiência, aproveito melhor e com mais inteligência a habilidade para conseguir bons resultados'', avaliou.
A jogadora agora quer transmitir o que aprendeu para os iniciantes. Professora de Educação Física do Colégio Marista, Soraia incentiva os alunos a praticarem o handebol.
Mas nem toda sua carreira foi marcada por alegrias. Em 1999, a jogadora participaria dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá, mas acabou sendo cortada da seleção brasileira. ''Eu já tinha tirado passaporte e estava entre as selecionadas para representar o Brasil. Mas o técnico acabou me cortando uma semana antes da convocação porque eu atuei por uma equipe antes de embarcar'', explicou Soraia, que cogitou a se afastar das competições após o episódio. No entanto, a armadora esqueceu a decepção e agora tem um novo objetivo. ''Quero disputar novamente uma Taça Brasil'', finalizou. (C.Y.)

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