Brasília - A Câmara dos Deputados abrirá investigação para apurar denúncias contra a CBF. O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) desistiu de instaurar uma CPI e conseguiu emplacar uma PFC (Proposta de Fiscalização e Controle), que não precisa do apoio de 171 deputados para ser instalada.
Garotinho conseguiu que o aliado Dr. Paulo Cesar (PR-Rio) fosse indicado relator da proposta. Na prática, uma PFC tem poderes semelhantes ao de uma CPI, desde que haja dinheiro público envolvido.
A proposta funciona dentro da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Para viabilizar a PFC, Garotinho usou como argumento a isenção fiscal que será dada à Fifa e seus parceiros.
Na investigação, o deputado pretende pedir a ajuda do Ministério Público e órgãos de controle como Controladoria-Geral da União, do Tribunal de Contas da União (TCU) e o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf).
O deputado quer investigar os lucros do Comitê Organizador Local da Copa-2014, além dos contratos da CBF com as emissoras de TV e uma suposta lavagem de dinheiro. ''Quando começamos a colher assinaturas para a CPI, muitos deputados desistiram e tiraram assinatura. Isso mostra que Ricardo Teixeira (presidente da CBF) tem bala na agulha. Vamos investigar que bala é essa e como ele atua'', disse Garotinho.
Um dos primeiros alvos será a atuação de Teixeira, que acumula o comando da CBF e a chefia do Comitê Organizador Local da Copa. Garotinho pretende convocar o dirigente para explicar as denúncias da imprensa inglesa sobre suposta propina paga a ele e a outros integrantes da Fifa para a escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022.
Procurada pela reportagem, a assessoria da CBF disse que a entidade não se pronunciará.

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