O deputado Geraldo Magela (PT-DF) vai requerer que o depoimento de Eurico Miranda (PPB-RJ), presidente do Vasco, na CPI da CBF/Nike, marcado para hoje, seja feito sob juramento. A diferença é jurídica. Se prestar depoimento sob juramento, Eurico Miranda pode vir a ser responsabilizado legalmente pelo que disser. Caso omita a verdade ou diga alguma coisa que não seja verdadeira sob juramento, o deputado pode ser processado por perjúrio.
Eurico Miranda vai ser questionado por seus colegas da CPI, da qual é um dos vice-presidentes, sobre um cheque de US$ 110 mil que ele admitiu, em entrevista à ‘‘Folha de S. Paulo’’, ter trocado no câmbio paralelo, o que pode implicar crime contra o sistema financeiro.
Além disso, um levantamento feito pela CPI do Futebol, aberta no Senado, em contas do Vasco não detectou nenhum ingresso de dinheiro em valor equivalente a US$ 110 mil.
Eurico Miranda acertou informalmente seu depoimento para a CPI e, assim, não vai falar na condição de convocado. Magela disse ser contra o depoimento espontâneo de Eurico Miranda. O petista já havia apresentado um requerimento convocando formalmente o presidente do Vasco para depor.
O presidente da CPI, Aldo Rebelo (PC do B-SP), disse que a condição de depoente de Eurico Miranda pode ser alterada se um requerimento para isso for aprovado. Magela voltou a defender que a comissão tem poderes para votar um requerimento que ele apresentou pedindo o afastamento de Eurico Miranda da CPI. Rebelo, que em princípio acha que somente a presidência da Câmara dos Deputados e o PPB, partido que indicou Eurico Miranda, podem fazer isso, vai pedir pareceres jurídicos para embasar uma decisão sobre o caso.

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