Câmara analisa extinção da Fundação de Esportes
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2002
Lúcio Flávio MouraReportagem Local 
O presidente da Fundação de Esportes de Londrina, Marcelo Paulino de Oliveira, acredita que o projeto do Executivo municipal que extingue a autarquia deve ser retirado de pauta das discussões da reforma administrativa, assunto que foi retomado no retorno das atividades da Câmara Municipal.
Mantive contatos com o prefeito e ele deixou a entender que a extinção da Fundação seria protelada por algum tempo, talvez por um ano, informou Paulino, que confessou que o contato foi feito em dezembro, logo após manifestações contrárias das lideranças do setor.
O projeto da extinção da autarquia foi enviado em dezembro, mas sofreu o chamado veto de admissibilidade por dar entrada no Legislativo sem obedecer ao prazo mínimo de 90 dias antes do início do recesso parlamentar. Com o veto, o trâmite é retomado a partir da segunda sessão ordinária, marcada para a próxima quinta-feira.
De acordo com a assessoria do prefeito, Nedson ainda não definiu se o projeto será incluído na reforma ou se tomará outro caminho. As outras alternativas as únicas formas de que ele dispõe para barrar o próprio projeto são a retirada de pauta antes de iniciar o trâmite nas comissões ou o envio de uma mensagem à Câmara tornando-o sem efeito durante a tramitação.
Ele vive um período de análise de todas as propostas feitas pela comunidade esportiva, que se mobilizou após a divulgação de que um projeto do Executivo extinguiria a Fundação criando a Secretaria Municipal de Esportes e Turismo. A assessoria não soube informar quando o prefeito irá se manifestar sobre o assunto.
De acordo com Marcelo Paulino, a mobilização comprovou que a comunidade esportiva está unida em torno da Fundação, o que teria sensibilizado o prefeito. O presidente da entidade elogiou o prefeito e o desempenho técnico do esporte londrinense sob a administração da autarquia.
Ele citou o aumento do teto para a renúncia fiscal prevista pela Lei de Incentivo ao Esporte Amador, que este ano pode chegar a até 5% do bolo total da arrecadação dos impostos municipais. No ano passado, o limite era de 3%. Isto demonstra a boa vontade desta administração em relação ao esporte amador, além de ser um indicativo de que os recursos estão sendo bem aplicados, avaliou Paulino.
De acordo com a administração Nedson, a reforma administrativa é um dos pilares do plano de redução de gastos, imposição da Lei de Responsabilidade Fiscal, que começou a vigorar no ano passado com o objetivo de equilibrar as finanças públicas nas três esferas da administração pública.


