Calor não é desculpa para desempenho
Doha, Catar - Calor e Doha parecem sinônimos. Seja qual for a época do ano, o Catar é um lugar quente, muito quente. No caso do futebol, tanto os treinos como as partidas geralmente são feitos à noite, bem à noite. Mesmo assim os jogadores sofrem com o calor.
Os atletas da Unopar Londrina/Sercomtel já estão acostumados ao clima quente do Norte do Paraná. Entretanto, nessa época do ano, com a chegada do inverno, o frio dá as caras na cidade e o contraste é grande. Porém, o calor de mais de 40 graus não será desculpa para um rendimento ruim em quadra. Isso porque o clima quente fica do ginásio para fora.
O calor intenso faz com que os ginásios poliesportivos em Doha sejam climatizados. Os petrodólares dos sheiks, que também são donos dos clubes, são despejados nas construções de modernas arenas fechadas e com sistema de ar condicionado para deixar o ambiente agradável tanto para quem está na arquibancada como para quem é protagonista do espetáculo, no caso, os jogadores.
No Ginásio do Al Sadd, anfitrião do Super Globe, não é diferente. O ginásio tem capacidade para ?? pessoas. Moderno, grande, climatizado e bonito, nem de longe lembra a grande maioria das praças esportivas brasileiras, quase todas sucateadas.
''Com um ginásio desses, não dá para falar que o clima pode influenciar o desempenho em quadra. A dificuldade é a qualidade dos adversários mesmo, porque o clima dentro do ginásio é o melhor possível'', afirmou o preparador físico do time, Lucas Leme, descartando qualquer prejuízo físico aos atletas por causa da diferença de clima.
A diferença climática de fora para dentro do ginásio é tão grande que dá até para sentir frio, mesmo sabendo que do lado de fora há um sol para cada cidadão. Alguns dos jogadores que ficam no banco de reservas, por exemplo, chegam a usar agasalhos para manter-se quentes enquanto aguardam uma chance de entrar no jogo. (T.M.)





