O Paraná Clube aposta no controle emocional como seu aliado para tentar vencer hoje o Vasco, às 16 horas, no Rio de Janeiro, na primeira partida entre ambos pelas quartas-de-final da Copa João Havelange. O jogo já é histórico para o Paraná. Em onze anos de existência, dos quais oito na divisão principal do Campeonato Brasileiro, é a primeira vez que a equipe disputa uma partida já entre os oito melhores da competição. O confronto de volta deverá acontecer no próximo final de semana no Couto Pereira ou na Vila Capanema.
Mesmo contra a experiência e malícia vascaínas, que têm por trás as artimanhas do dirigente Eurico Miranda, os paranistas esperam manter a calma demonstrada nos últimos jogos do mata-mata. Ainda no Módulo Amarelo e nas oitavas-de-final do grupo de elite, contra o Goiás, o Paraná manteve o mesmo ritmo de jogo, apesar de situações aparentemente adversas.
‘‘Tivemos que reverter a situação contra o Remo, São Caetano e Goiás. E não sendo a favorita e mesmo prejudicada pelo árbitro, como aconteceu contra o Goiás ao ter um gol legítimo anulado, a equipe nunca perdeu a cabeça e jogou sempre com personalidade. Isso não pode mudar contra o Vasco’’, disse o ala esquerda Ronaldo Alfredo.
Os jogadores não escondem que ‘‘tudo pode acontecer’’ tendo o time carioca como adversário. ‘‘A gente nunca sabe o que pode surgir no meio de um jogo decisivo assim contra o Vasco. É um time de muita força dentro e fora de campo. Mas o negócio é não cair na provocação’’, disse o volante Hélcio, que estava na partida do ano passado entre Vasco e Paraná, interrompida depois que Eurico Miranda invadiu o campo.
Para os atletas, o fato de ter do outro lado um time que pode fornecer pelo menos quatro jogadores para a Seleção Brasileira, indifere na maneira do tricolor atuar. ‘‘São jogadores de nome, que podem fazer diferença. Mas contra o Goiás também enfrentamos jogadores de muita habilidade e nem por isso mudamos o nosso estilo, que é o de marcar muito e atacar com personalidade’’, ressaltou o goleiro Marcos.
O goleiro disse que não se altera nem mesmo pelo fato de ser a primeira vez que irá enfrentar o atacante Romário. ‘‘Na hora do jogo é como um jogador qualquer. Sendo o Romário ou não, vou fazer de tudo para evitar o gol. Por isso não há diferença’’.
O técnico Geninho garantiu que não vai haver nenhuma marcação especial com os vascaínos. O que o treinador quer é uma atenção sempre constante. ‘‘Como foi em todos os jogos, é preciso não se desconcentrar nunca. Se dermos bobeira e a bola cair livre nos pés do Romário perto do gol, é bem provável que ele irá marcar’’.
O treinador espera contar com o time completo hoje à tarde. O zagueiro Nem passou a sexta-feira e ontem pela manhã fazendo tratamento para diminuir as dores no joelho esquerdo. Se não tiver condições de jogo, Ageu, que também vem se recuperando de contusão, deve ser o substituto. Se ambos não puderem jogar, Fabiano entra na zaga.
Nas demais posições a equipe será a mesma. ‘‘Não há porque mudar nada agora. Chegamos até aqui com uma base e com um estilo de jogo definido e mesmo sendo o Vasco o adversário, seria loucura mudar alguma coisa’’, observou Geninho.

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