Calendário impede divulgação da marca Corinthians
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domingo, 16 de abril de 2000
Por Wilson Baldini Jr. 
São Paulo, 17 (AE) - A falta de organização do calendário do futebol brasileiro está atrapalhando a prioridade da empresa norte-americana Hicks Muse Tate & Furst como patrocinadora do Sport Club Corinthians Paulista: a internacionalização da marca Corinthians S/A e da equipe bicampeã brasileira, campeã paulista e detentora do título de primeira campeã mundial de clubes.
A diretoria do Alvinegro solicitou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) uma prévia das datas reservadas, no segundo semestre, para o Campeonato Brasileiro e a Copa Mercosul. "No início do próximo mês, já deveremos ter uma relação de datas, para que possamos acomodar nosso calendário ao dos campeonatos"
afirmou o diretor de Futebol corintiano, Carlos Nujud.
A intenção dos diretores do clube é obter um espaço para encaixar a participação do time em torneios de verão na Europa. "Já tivemos muitos convites, mas ainda não pudemos fechar nada, pois não sabemos se teremos tempo disponível", diz Nujud.
Oportunidade - Propostas não param de chegar por fax ao Parque São Jorge. Torneios Ramón de Carranza, Teresa Herrera e amistosos com Barcelona, Milan, Internazionale, Roma, Lazio, Lyon e até na Coréia do Sul, diante da seleção local, são alguns dos compromissos estudados pelos dirigentes. A oportunidade de atuar no exterior, além do prestígio, garantiria ao Corinthians cerca de US$ 400 mil por jogo.
"Antes da conquista do Mundial, nossa cota estava fixada em US$ 150 mil, mas, agora, o momento é diferente e teremos de estudar um valor correto", afirma Nujud, que prevê uma procura maior, caso a equipe conquiste o título inédito da Taça Libertadores da América.
A diretoria corintiana pretende pedir à CBF um período de folga, em meio ao Brasileiro, entre os últimos dias de julho e o começo de agosto, para que o time possa passar duas ou três semanas na Europa. "Isso seria o ideal", concorda Nujud.
Evitar desgaste - Dentro de campo, a preocupação do técnico Oswaldo de Oliveira é não impor um desgaste absurdo aos atletas. Caso consiga êxito na maioria das competições, a equipe poderá chegar a disputar este ano 90 jogos. "E alguns jogadores ainda servirão à seleção brasileira", observa o treinador corintiano. "Por isso, todo o planejamento precisa ser analisado com muito cuidado."
Para o segundo semestre, a sonhada viagem ao exterior terá como um obstáculo extra a disputa da Copa Mercosul, uma das prioridades do clubel, ao lado da Libertadores. Sem contar uma possível ida a Tóquio, para a decisão do Mundial Interclubes, caso os corintianos conquistem o título sul-americano.


