'Calçada da fama', amigos e fãs reencontram a Seleção em Foz
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sábado, 08 de julho de 2000
Guilherme Gouveia Especial para a Folha De Foz do Iguaçu 
A Seleção Brasileira chega hoje a Foz do Iguaçu com a esperança de reviver os bons momentos da Copa América, realizada em julho do ano passado, no Paraguai. Agora, o objetivo é se preparar para dois importantes jogos pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2002. Dia 18, a equipe do técnico Wanderley Luxemburgo enfrenta, em Assunção, a equipe paraguaia de Gamarra, Ayala e Roque Santa Cruz. Já no dia 26, é a vez de encarar no Estádio do Morumbi, em São Paulo, a invicta Argentina de Batistuta, Verón e Ortega.
Nos 15 dias em que a seleção ficará hospedada no Hotel Bourbon, jogadores, comissão técnica e demais integrantes deverão rever vários amigos conquistados na Copa América. Naquela ocasião, a presença dos jogadores movimentou toda a cidade de Foz do Iguaçu. Uma das inovações foi o começo do projeto calçada da fama, idealizado pela diretoria do hotel.
Segundo um dos gerentes, José Carlos Saia, a idéia surgiu de algumas conversas informais. Foi tão de repente que só depois de 15 dias de Copa América que a idéia surgiu, explicou. Nós quisemos aproveitar a paixão brasileira pelo futebol e construir a nossa calçada da fama com assinaturas dos jogadores da seleção. O gerente prevê que, com o retorno da seleção ao hotel, mais oito jogadores serão convidados a participar da brincadeira.
Além de craques do time de Luxemburgo, como Rivaldo, Alex e Ronaldinho Gaúcho, a calçada tem gravado os pés de talentosos jogadores da Copa de 70, como Roberto Rivelino, Tostão e Félix.
A já tão badalada calçada da fama tem atualmente 46 placas de assinatura. O pioneiro a colocar seus pés no local foi Ronaldo, atacante da Inter de Milão. É importante ressaltar que desde o técnico até o massagista assinaram os blocos na calçada, disse José Carlos.
O pedreiro e também funcionário do hotel Eudivaldo Salomão de Oliveira, 40 anos, vem há alguns dias trabalhando na ampliação do espaço da calçada para futuras assinaturas. Ele se mostra empolgado com a chance de rever os craques. Não sei se vai ter espaço para tanta assinatura, brincou.
Outro personagem da época da Copa América, que deve reencontar alguns craques da seleção, é o professor de tênis do Hotel Bourbon, Hugo Caldentey. Apesar de os jogadores brincarem de jogar tênis apenas nas horas vagas, sempre havia tempo para algumas trocas de bolas. Sempre depois das partidas eles jogavam com o Galvão Bueno, com o Rivelino e com o Júnior (ex-lateral do Flamengo), disse, sobre o narrador e os comentaristas de TV.
Hugo tinha a função de supervisionar e distribuir as raquetes e bolas para o início das partidas. Segundo ele, o clima era muito divertido. O Roberto Carlos jogava com raquete de criança e os demais jogadores aproveitavam para tirar sarro porque ele é muito baixo, confessou o professor, que nasceu na Argentina, mas há quatro anos mora no Brasil. Quem mais gostava de jogar era o Emerson, o Zé Roberto, o Rivaldo e o Ronaldo, apesar de seu problema no joelho.
Ele se considera um grande simpatizante da seleção, mesmo torcendo ainda para a Argentina. O Rivelino autografou uma camisa da seleção brasileira e eu a enviei para meu pai. Ele ficou louco de alegria, confessou, referindo-se ao respeito argentino pela categoria do ex-jogador de Corinthians e Fluminense.


