Caio quer recuperar auto-estima do grupo
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quarta-feira, 12 de maio de 2004
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
O cascavelense Caio Júnior, 39 anos, assume hoje oficialmente o cargo de treinador do Londrina Esporte Clube. Ainda restam alguns ajustes financeiros, mas Caio já fala como sucessor do ex-goleiro Raul Plassmann. ''Faltam algumas coisas impossíveis de se resolver por telefone. São detalhes, coisa pequena, mas acredito que vamos acertar, sem dúvida'', afirmou o ex-atacante, que chegaria ontem à noite de Curitiba. Caio se reunirá hoje pela manhã com a diretoria para definir as cláusulas finais do contrato antes de começar efetivamente a trabalhar.
Segue sem definição, porém, a contratação do auxiliar-técnico Sérgio Prestes, o Serginho, que trabalhou com Caio no Campeonato Paranaense deste ano. Serginho continua vinculado ao Cianorte. ''Ele recebeu um convite para ficar por lá, mas quero ele no Londrina. Acredito que hoje ele deve me dar uma resposta'', explicou.
Com experiência na Série A do futebol brasileiro dirigiu o Paraná Clube nas últimas rodadas do Brasileiro de 2002 Caio enxerga com naturalidade o fato de assumir um clube que ocupa uma incômoda 20 posição na tabela de classificação. Nem mesmo a crise administrativa, que pode culminar com a renúncia do presidente Carlos Alberto Garcia, é capaz de abalar sua confiança. ''Veja bem, no futebol, em determinados momentos, não se pode escolher. Não sei se é o momento certo, mas será muito importante para minha carreira. Independente de qualquer situação, dirigir o Londrina envolve pressão'', argumentou.
Antes de tomar qualquer decisão técnica, como promover mudanças no time, Caio pretende recuperar a auto-estima dos jogadores. É claro que o empate com o Santa Cruz, fora de casa, serviu para amenizar as coisas. Mas a preocupação de Caio é aumentar a confiança do elenco projetando a curto prazo resultados dentro de campo. A prioridade é tirar o time da zona de rebaixamento. ''Neste momento, o objetivo será tirar o time desta situação de risco. A Série B deste ano é um campeonato atípico, onde seis equipes ou 20% dos clubes caem para a Terceira Divisão'', ponderou. ''Só depois disso, poderemos pensar em classificar entre os oito''.
O futuro treinador do Tubarão evitou falar em reforços por duas razões. A primeira porque ainda não assinou contrato. A falta de informações sobre as características do elenco é a segunda. No Cianorte, Caio trabalhou com o zagueiro Fábio Carioca e com o goleiro Adir. ''Só falarei sobre isso (contratação) depois de acertado. Tenho que analisar o grupo'', afirmou. O diretor-técnico Raul Plassmann disse ontem que aguarda a chegada do novo treinador para começar a tratar do assunto.


