O zagueiro Caio, de 21 anos, está novamente à disposição do Londrina após passar nove meses afastado por causa da ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA), sofrida ainda durante a Série C do ano passado. Considerado a principal revelação recente do clube, sua ausência exigiu diversas tentativas de reposição até a consolidação de Manzoli como titular ao lado de Wallace na reta final da temporada passada.

Agora recuperado, o prata da casa busca retomar seu espaço no elenco e disputar, pela primeira vez, a Série B do Campeonato Brasileiro. A volta, segundo ele, representa o fim de um ciclo duro e o início de uma nova fase na carreira.

“Foi um processo doloroso, que só quem passou pode falar. Estou de volta e muito feliz em poder fazer novamente o que eu amo”, afirmou o defensor. “Volto diferente, mais forte e mais focado. É algo que até conversei com o Wallace: você aprende muita coisa depois que se machuca, passa a dar mais valor às oportunidades. Quando eu estava lesionado, às vezes queria fazer treinos que antes não gostava tanto. Hoje valorizo muito mais cada momento. Sou um Caio melhor, com a cabeça mais madura e mais preparado.”

A briga por posição também faz parte da nova realidade. Atualmente, os titulares são Yago Lincoln, que no ano passado era seu reserva, e Wallace, capitão e referência do elenco. Caio sabe que terá de apresentar nível ainda mais alto para recuperar a vaga.

“Sempre vou estar trabalhando e mostrando meu futebol. Sabemos que temos bons zagueiros no elenco, então cabe a mim colocar uma ‘pulga atrás da orelha’ do treinador. Estou à disposição, fazendo bons treinamentos, e agora fica a critério dele”, disse.

Apoio na recuperação

A lesão representou o período mais difícil da carreira do zagueiro até agora. Nesse processo, ele destaca que algumas pessoas foram fundamentais, especialmente o capitão Wallace, frequentemente citado durante a entrevista.

“Recebi muitas ligações de amigos que já passaram por cirurgias e me falaram que é um processo doloroso, de muita dificuldade. É algo que não desejo para ninguém. Mas agora estou recuperado e, quando surgir a oportunidade, vou estar pronto para voltar bem”, contou.

“O Wallace sempre foi uma referência para mim. Desde que cheguei ao Londrina, ele me ajudou muito. Não sei se seria o jogador que sou hoje sem o apoio dele. Quando me machuquei, ele manteve contato o tempo todo, me ligando, mandando mensagens. Durante a recuperação, perguntava como eu estava, se ainda sentia dor. Agora, nos treinos, continua conversando comigo, me orientando para evoluir e estar preparado, porque a oportunidade vai aparecer novamente.”

Como ajudar estando de fora?

Durante o período em que esteve afastado, Caio viu o Londrina conquistar o acesso em 2025, mas também lidar com um início difícil na atual temporada, incluindo a perda do Campeonato Paranaense, a eliminação precoce na Copa do Brasil e uma sequência negativa na Série B. Mesmo sem poder contribuir em campo, buscou participar de outra maneira.

“Momentos difíceis sempre vão aparecer. Mesmo estando de fora, tentei ajudar de outras formas, dando apoio ao grupo. Sempre conversei com o Wallace, que é um líder, e também com o Yago Lincoln. Procurei contribuir com palavras e apoio, já que dentro de campo não podia ajudar”, afirmou.

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