Caio Júnior pede pacote de reforços
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quinta-feira, 27 de maio de 2004
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Pensando em melhorar a qualidade do elenco, o técnico Caio Júnior pediu à diretoria um pacote com quatro reforços: dois atacantes, um meia-ofensivo e um zagueiro. A exemplo do treinador, os dirigentes do clube evitam falar em nomes, mas as negociações se arrastam desde o início da semana. O presidente Carlos Alberto Garcia confirmou ontem o pedido do treinador e disse que no mais tardar até amanhã terá uma definição oficial sobre a viabilidade econômica das contratações. ''Estamos na luta, atrás de condições financeiras para contratar. Já conversei com o Caio e o Lico (supervisor) sobre os jogadores, e espero ter uma resposta no sábado (amanhã)'', adiantou.
O que mais pesa contra o desembarque de novos jogadores é a política de poucos gastos implantada no começo do ano. Todos os jogadores consultados pediram um salário que extrapola o teto salarial estipulado pela atual gestão administrativa R$ 3 mil mensais. ''Pessoas e empresas estão com vontade de ajudar, mas não há nada garantido. Então, a gente se sente inseguro ao assumir este compromisso e depois não ter dinheiro para pagar'', ponderou Garcia.
Mas segundo o presidente, para tentar solucionar a inoperância ofensiva dos últimos jogos o time está há 360 minutos sem marcar e tem o pior ataque da Série B ao menos um atacante deve ser contratado. ''Esta é nossa prioridade'', afirmou.
O supervisor Antonio Nunes, o Lico, é quem encabeça a cruzada em busca de reforços. Ontem, ele confirmou o interesse no lateral-direito Toni, que disputou o Campeonato Paranaense deste ano com o União Bandeirante. A indição, segundo Lico, partiu do próprio técnico do Londrina. ''Este nome foi ventilado, e o Caio (ex-Cianorte) disse que o menino jogou muito bem contra ele. Temos boas informações, é um jogador de muita força, que na ausência do Carlos Alberto (suspenso), pode se tornar outra opção ao lado do Ivonaldo'', adiantou.
Lico conversou quarta-feira com o procurador do jogador e abriu o canal de negociação. Toni reside em Salvador, com a família. ''Fizemos um primeiro contato, mas aguardo amanhã (hoje) uma ligação do jogador para avançar um pouco mais. Eu diria que o negócio está bem encaminhado, mas ainda não há nada acertado'', argumentou. Toni viria para substituir Carlos Alberto, que foi suspenso pelo STJD por 120 dias (agressão) e deve ser devolvido ao Cruzeiro, dono dos direitos federativos do lateral.
Lico preferiu não revelar a identidade dos outros jogadores contactados pela diretoria.


