Cai média de vitórias do Brasil nas Eliminatórias
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domingo, 21 de novembro de 2004
Folhapress 
São Paulo - A seleção brasileira está na zona de classificação das Eliminatórias, mas, além de ter perdido a liderança, corre risco de ficar marcada por um recorde negativo. O atual ritmo mostra que o time nunca enfrentou tanta dificuldade para vencer os rivais sul-americanos em jogos que valem vaga na Copa do Mundo como agora. Até hoje, o Brasil jamais terminou uma Eliminatória sem vencer pelo menos 50% dos jogos. Antes do atual qualificatório, o índice de triunfos da equipe no torneio de forma geral batia nos 68%.
Hoje, o time do técnico Carlos Alberto Parreira registra apenas cinco vitórias em 11 partidas, o que significa uma modesta marca de 45% de triunfos em relação ao total de partidas disputadas.
Para justificar tais números, Parreira diz que a concorrência é mais complicada atualmente. ''A eliminatória está bem mais difícil desta vez. Ninguém conseguiu disparar na classificação e ninguém já está fora da disputa'', afirmou o treinador, que em todo lugar que o Brasil joga não se cansa de falar da evolução de antigos sacos de pancadas, como a Venezuela (''nenhuma seleção sul-americana evoluiu tanto nos últimos anos'') e o próprio Equador.
Os equatorianos, aliás, estão se tornando a pedra no sapato do Brasil. Foram quatro jogos pelas Eliminatórias atuais e a passada, com duas vitórias para cada lado e o mesmo número de gols para os dois lados. Só que o Equador conseguiu marcar duas vezes como visitante, enquanto o Brasil passou em branco na altitude de Quito nas duas vezes.
Com o tropeço de quarta-feira, a seleção brasileira fechou o ano atrás da Argentina na tabela. A equipe do técnico José Pekerman venceu por 3 a 2 a Venezuela em Buenos Aires e chegou assim a 22 pontos tem dois a mais que o Brasil, que no returno terá que enfrentar os argentinos fora de casa.
Parreira vê outros dois jogos complicados em 2005. Pega o Uruguai em Montevidéu e a Bolívia em La Paz, onde a altitude também dificulta para o Brasil.


