Escorraçado publicamente pelo técnico e colegas depois de pedir afastamento por estar suspenso da partida contra a Argentina, o lateral e capitão Cafu desmentiu a versão do episódio dada por seus críticos, aumentando a primeira crise da ‘era’ Luxemburgo.
Expulso na derrota para o Paraguai (2 a 1), a segunda do Brasil na história de eliminatórias da Copa do Mundo, na terça, em Assunção, o lateral deixou no dia seguinte o hotel em que a seleção está concentrada em Foz do Iguaçu.
Em entrevista ontem, demonstrando irritação, Cafu afirmou ter avisado os colegas de equipe de que pedira dispensa para descansar e que, na ocasião, nenhum deles o recriminou. Disse ainda que ouviu de Luxemburgo ‘‘Vai lá, meu filho, não tem problema’’, quando o indagou sobre a dispensa.
Cafu apresentou outra versão para sua saída. ‘‘Se eu tivesse notado algum sinal de contrariedade ou reprovação da parte dele, teria ficado’’, disse Cafu, em São Paulo. Ele também se mostrou insatisfeito com a atitude de Roberto Carlos, que deu entrevistas condenando o desligamento do colega. ‘‘Ele preferiu ficar com a família. Eu, que sou cabeça dura, preferia ficar aqui. Gosto de assumir meus erros’’, comentou Roberto Carlos.
‘‘O Roberto Carlos foi o primeiro que soube. Ele jantou do meu lado’’, afirmou Cafu. ‘‘Quando falei para o Roberto Carlos, ele me disse que também ia pedir dispensa. Falei: não, não. Estou só pedindo para descansar porque estou suspenso. Você está no time, tem que ficar’’, continuou.
Roberto Carlos negou ter dito a Cafu, que queria também pedir dispensa. ‘‘Não lembro de ter comentado nada disso com o Cafu’’, disse.

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