Cafu mantém rotina de sucesso no futsal italiano
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terça-feira, 19 de junho de 2012
Rafael Souza <br> Reportagem Local 
Campeão da Série A2 do futsal italiano com o Real Rieti em 2011, o técnico londrinense Ricardo Alexandre de Souza, o Cafu, trocou de time em 2012, mas manteve sua rotina de títulos na Velha Bota. No Asti Acqua Eva, da primeira divisão, o treinador foi campeão da Copa da Itália, o segundo torneio mais importante do país.
Cafu chegou ao pequeno clube de Asti, cidade localizada a quase 60 Km ao sudeste de Turim, com a missão de levá-lo além da oitava colocação, posição conquistada na temporada anterior. Mas, assim como em 2011, surpreendeu de novo. Além do importante título, terminou o nacional em sexto, cumprindo a meta estipulada pela diretoria antes do início da temporada.
''A ideia era fazer um bom campeonato e passar o primeiro turno da Copa da Itália. As coisas foram dando certo e conseguimos fazer uma temporada muito boa, um salto grande na história do clube'', conta o técnico, que fica em Londrina até o próximo dia 19 aproveitando férias. Na final da Copa da Itália, o pequeno Asti venceu um dos poderosos do país, o Luparense, por 5 a 3.
Os brasileiros têm papel muito importante na história do futsal italiano, tanto que a maioria dos clubes, independente da divisão, conta com muitos atletas tupiniquins em seus elencos. No Asti não é diferente. Além de Cafu, o time conta com mais 11 jogadores do país seis vezes campeão mundial. ''Os brasileiros são muito valorizados por lá. Na verdade, não só lá, como na Europa toda. O futsal do mundo evoluiu por conta dos brasileiros. Sempre fui muito bem aceito em todo este tempo que estou lá'', comenta o comandante.
O treinador brasileiro, que acompanha de perto a preparação da seleção italiana para o Mundial da Tailândia, em novembro, aposta no time azul como um dos favoritos ao título mundial. ''A seleção passou por uma renovação e já vem trabalhando junta há pelo menos dois anos. A Itália está entre as três maiores potências do futsal europeu e tem tudo para fazer uma grande competição. Para nós seria muito importante, daria um impulso para o futsal e para todos nós que vivemos do futsal italiano''.
Para se ter uma ideia das mudanças, a reformulação feita pelo técnico Roberto Menichelli manteve apenas dois jogadores, coincidentemente brasileiros, o londrinense Marcinho Forte - capitão da equipe - e Saad Assis. No Mundial do Brasil, em 2008, a Azurra foi a terceira colocada.


