Weggis - Cafu revelou ontem o sonho de imitar um dos maiores ídolos da história de seu clube, o Milan. O lateral-direito da seleção brasileira afirmou que pretende seguir os passos de Franco Baresi, que passou a atuar como zagueiro no fim da carreira. ''Acho que atuarei no centro da defesa. Será mais fácil para mim, já que tenho noção de posicionamento. Quem sabe não me torno um novo Baresi?'', brincou o capitão brasileiro, comparando-se ao defensor que atuou em quatro Copas entre 1982 e 1994 e defendeu o Milan em 719 jogos.
A trajetória de Cafu na seleção começou em 1990. O lateral, 36 anos, afirmou que continuará a carreira enquanto tiver fôlego. ''Quando perceber que não consigo suportar o ritmo, pendurarei as chuteiras.''
Em sua quarta Copa do Mundo, o brasileiro pode ampliar o recorde de presenças em finais do torneio. Desde que estreou pelo País em Mundiais, em 1994, Cafu sempre chegou à decisão. E, na Alemanha, pretende manter a escrita. ''Eu imagino o Brasil na final, sendo campeão. Nós não viemos à Copa do Mundo apenas para competir'', prometeu.
Futebol-arte Apesar da constante tentativa de evitar o ''oba-oba'', os jogadores da seleção brasileira admitiram que o time é um legítimo representante do ''futebol-arte''. ''Não podemos fugir desse futebol-arte que a seleção apresenta. Os jogadores do time apresentam esse futebol para o mundo. São as peças com muita qualidade que temos, e assim o treinador monta o time com essa potência ofensiva'', disse o volante Zé Roberto.
Considerado o melhor o jogador do mundo, o meia-atacante Ronaldinho elogia o time, mas promete não abusar de sua habilidade durante a Copa do Mundo. ''Temos um grande potencial ofensivo. Mas os malabarismos que faço com a bola em nada têm a ver com o jogo, isso fica à parte'', disse o jogador. (Folhapress)

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