Konigstein, Alemanha - Pouco badalado pelos torcedores ao longo da carreira, os quais em diversas ocasiões duvidaram de sua capacidade, o lateral-direito e capitão da seleção, Marcos Evangelista de Moraes, o Cafu, completa 36 anos hoje e chegará à sua quarta Copa com o objetivo de quebrar recordes. ''Tive muitas dificuldades no início da carreira. Chegaram até a pegar no meu pé por causa do nome. Diziam: 'Com este nome, Cafu, vai aonde?' Pois é, estou aí, vou para a quarta Copa do Mundo'', provoca.
Cafu chegou a disputar três jogos em sua primeira Copa do Mundo, a de 1994, nos Estados Unidos, um deles a final contra a Itália, quando substituiu o titular Jorginho logo no início da partida. Vem daí seu principal recorde na carreira até o momento: é o único jogador na história a ter disputado três finais de Copa. Era titular em 1998, quando o Brasil perdeu a decisão para França (3 a 0), e capitão em 2002, quando a seleção derrotou a Alemanha (2 a 0) e Cafu mostrou ao mundo o amor por sua mulher, Regina, e o bairro em que nasceu em São Paulo, Jardim Irene.
Na Alemanha, além de ter a possibilidade de ampliar mais seu recorde de finais disputadas, Cafu (além de Ronaldo) pode se igualar a Pelé em números de Copas do Mundo conquistadas como jogador: três. O Rei faturou o título em 58, 62 e 70. Ainda na Alemanha, o capitão do penta pode superar Dunga e Taffarel em número de jogos pela seleção em Copas. Cafu acumula 16 partidas, enquanto os outros dois jogadores disputaram 18 jogos em Mundiais.
Em número de partidas com a camisa do Brasil, Cafu, que estreou pela seleção em 1990, é o líder disparado, com 146 jogos e cinco gols. O segundo da lista é Roberto Carlos, que tem 128 jogos. ''Fico feliz por deixar um legado de vitórias na seleção'', diz o jogador, que, no entanto, garante não pensar em aposentadoria. ''Quando sentir que não dá mais, pego minha chuteirinha e vou embora'', acrescenta, em meio aos risos sobre a possibilidade de participar, aos 40 anos, da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.
O jogador iniciou sua carreira no Nacional-SP e ainda nas categorias de base se transferiu para o São Paulo, época em que atuava como meia. Passou por Zaragoza, Juventude, Palmeiras, Roma e atualmente defende o Milan.

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