Café terá que receber câmeras e numeração
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quarta-feira, 21 de maio de 2003
Lúcio Flávio Moura<BR>Reportagem Local 
Um marco. Um novo paradigma na relação do torcedor com os promotores dos jogos. Um passo para melhorar as instalações esportivas, a segurança e o conforto dentro e fora dos estádios.
Apesar de fazer o mundo do futebol brasileiro se aproximar da modernidade, o Estatuto do Torcedor, sancionado no dia 15 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preocupa o Londrina e a Fundação de Esportes, administradora do Estádio do Café, a casa do Tubarão no Campeonato Brasileiro.
De acordo com o estatuto, a praça esportiva terá que passar por pequenas adequações. As arquibancadas e os ingressos terão que receber numeração.
Dentro do estádio irá funcionar um monitoramento por câmeras e uma central de imagens para acompanhar a movimentação do público. Também deve ser aumentado o número de banheiros. No caso do Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), as exigências são bem mais brandas.
''Iremos avaliar se vale a pena usar novamente o VGD'', informou o gestor Iran Campos, que deve conversar sobre o assunto, na semana que vem, com o presidente Osvaldo Sestário Filho.
Mas o diretor-técnico da fundação, Ariobaldo Frisseli, disse que a administração municipal deve liberar as verbas para a adequação do Café. Segundo ele, será encomendado um projeto para implantar as novidades. ''Nossa intenção é nos reunir com a diretoria do Londrina e tentar fazer uma parceira para viabilizar a obra''.
Frisseli acredita que haverá um período de dificuldades até que as coisas funcionem conforme a lei. ''O mais importante é conscientizar o torcedor. Na minha opinião, o País não está preparado para este estatuto. Teremos que mudar toda a cultura do torcedor''.
Sestário acredita que há ''exageros'' no estatuto (''querem mudar completamente o futebol de uma vez só'') e que os pequenos clubes não foram ouvidos durante as discussões para elaborar a lei. ''Ficou claro que não há representatividade dos clubes no Congresso'', criticou. O presidente do LEC também prevê um encarecimento dos custos dos jogos, com o que concorda Campos. ''O custo destes benefícios acabaram sendo pago pelos próprios torcedores'', prevê o gestor.


