Café recebe nota baixa em ranking nacional de estádios
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
O estádio do Café recebeu uma nota baixa em estudo divulgado ontem pelo Ministério do Esporte sobre a situação dos campos de futebol do Brasil. A praça londrinense ficou classificada atrás de outros cinco estádios do Paraná.
O Sistema Brasileiro de Classificação de Estádios (Sisbrace) foi idealizado com o objetivo de apresentar a qualidade de cada um dos estádios e estabelecer critérios para aprimorar esses atributos e gerar melhorias nas deficiências existentes. A pesquisa foi feita nos últimos dois anos e analisou 155 estádios de 129 cidades.
A metodologia do trabalho foi fundamentada no Estatuto do Torcedor e em disposições de segurança nos estádios. Os estádios receberam notas de uma a cinco bolas e apenas 13 locais conseguiram a avaliação máxima. Foram analisadas três áreas específicas: segurança, conforto e acessibilidade e higiene. O sistema de classificação tem validade de três anos, com os gestores dos estádios tendo a chance de solicitar nova avaliação antes do fim do período.
"O grande beneficiado é o torcedor, que quer ir ao estádio e quer ver mais do que o seu time jogar, quer que o estádio seja um local de convivência, de harmonia. E tanto o poder público como as entidades privadas precisam respeitar isso", disse o ministro do Esporte, George Hilton.
NOTA 2
O estádio do Café recebeu nota geral de duas bolas e o pior item analisado foi o de higiene com nota um. Segurança e conforto e acessibilidade receberam avaliação dois. O presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), órgão que administra o local, Vilmar Caus, reconheceu alguns problemas no estádio, mas ressaltou que muitas melhorias foram feitas nos últimos dois anos.
"A realidade atual é outra. Todos os banheiros foram reformados e possuem azulejos. Os problemas de entupimento, limpeza e iluminação foram resolvidos. O próximo passo agora é a reforma dos vestiários", garantiu.
Em relação a acessibilidade e conforto, Caus admitiu que o entorno do estádio deixa a desejar, mas apontou que do lado de dentro as condições são bem melhores. "Acredito que do portão para dentro, merecíamos uma nota melhor. O acesso pelas rampas são bons e até mesmo para chegar às cativas", frisou. "Já estamos programando uma reforma na cobertura e estrutura das cativas e vamos atender aos pedidos, no quesito segurança, da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Acredito que em pouco tempo poderemos ter uma nota de três ou quatro bolas".
CLASSIFICAÇÃO
Dos 13 estádios melhor avaliados, 11 foram palco de jogos na última Copa do Mundo - Maracanã, Itaquerão, Mineirão, Mané Garrincha, Beira-Rio, Fonte Nova, Castelão, Arena Pernambuco, Arena da Baixada, Arena das Dunas e Arena Amazônia. Receberam nota máxima ainda a Arena Grêmio e o Allianz Parque, do Palmeiras. A exceção entre os estádios Mundial foi a Arena Pantanal, em Cuiabá, que recebeu quatro bolas.
Alguns dos mais tradicionais estádios do futebol brasileiro também não receberam a avaliação máxima. São os casos do Morumbi, com quatro bolas (conforto e acessibilidade recebeu apenas três), o Pacaembu, com três bolas, a Vila Belmiro, com três bolas, o Independência, com três bolas, e São Januário, também com três bolas.
Entre os estádios do Paraná, além da Arena da Baixada, o Olímpico, em Cascavel, o Waldemiro Wagner, em Paranavaí, e o Couto Pereira e a Vila Capanema, em Curitiba, receberam três bolas. Classificados com duas bolas estão Bom Jesus da Lapa, em Apucarana, e Willie Davids, em Maringá.
Outros estádios do estado não entraram nesta primeira fase do estudo, como é o caso do Germano Krüger, em Ponta Grossa, casa do Operário, atual campeão estadual. o Ministério do Esporte promete, ainda este ano, iniciar nova fase de análise, que vai classificar mais 140 estádios.



