Em cada pé, seja desde o pequenino até os maiores, está a possibilidade da realização de um sonho. Seja ele audacioso, como ficar rico e ter casa ou carros, ou modesto e singelo, como apenas uma chuteira igual à do ídolo. Tudo isso se mistura dentro das escolinhas de futebol.
No Centro Brasileiro de Tecnologia Esportiva há também os que apenas querem um clube para jogar. Com 22 anos, o volante Márcio Reis encontrou lá o apoio para voltar a jogar. Depois de mais de seis meses sem clube, o aluno mais velho da escolinha vai defender as cores do Telêmco Borba na Série Prata do Paranaense. ''A estrutura é muito boa e ajuda os meninos. Forma jogadores e boas pessoas. Eu aprendi isso aqui'', disse o volante.
O sonho dos euros e dólares também passa pela escolinha do ex-zagueiro Zequinha. ''Quero jogar em Portugal, Japão e melhorar a vida dos meus pais'', conta o atacante Luiz Gustavo Faustino da Silva, 18 anos.
Mas o futebol europeu não fascina somente os mais velhos. Os meninos também querem tentar a sorte no velho continente. É o que revela o desinibido Vítor Hugo Fantin, de apenas 11 anos. ''Esse intercâmbio aqui do Centro com Japão, Estados Unidos e Europa é muito bom. Quero jogar por lá. Espanha, por exemplo'', disse, lembrando do ídolo Ronaldinho Gaúcho. Corintiano, Vítor Hugo quer antes defender as cores do time do coração. Já tem em quem se inspirar e não é nenhum galáctico, não. ''Gosto muito do Jô''.
Álife dos Anjos Lima, 10 anos, aluno do projeto Gol de Placa, já quer ajudar os pais. De família pobre, já tem noção de que seus gols podem mudar sua vida. Santista desde os três anos, é fã do atacante Robinho. ''Quero ficar famoso e aparecer na TV igual a ele'', contou o garoto. Mas antes tem um sonho bem menos modesto. ''Quero ficar rico pra comprar uma chuteira (número 35) igual a do Robinho, banhada à ouro (dourada)''. (T.M.)

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