Lúcio Horta
De Londrina
Ele é o caçula do Pré-Olímpico. Fez 17 anos no último dia 14, ainda a caminho do Brasil. Mas seu currículo é de dar inveja a qualquer jogador. O camisa 10 da Colômbia, Jhonnier Montaño, começou no esporte há apenas cinco anos, nas divisões inferiores do America de Cali, e hoje já tem a experiência de jogar em três países. Sem contar diversas passagens pela Seleção da Colômbia – tanto principal quanto de divisões inferiores.
Jogando pelo America de Cali, Montaño logo se destacou e passou a ter vaga garantida na seleção sub-17. Em 98, com apenas 15 anos, também chamou a atenção do Ajax, da Holanda, para onde acabou transferido. Mas ficou pouco tempo: no mesmo ano, mudou-se para a Argentina, onde disputou a 2º divisão do campeonato nacional pelo Quilmes. ‘‘Foi uma experiência muito boa que ajudou a me projetar para ser convocado para a seleção’’, lembra.
Também em 98, com os mesmos 15 anos, disputou o primeiro jogo pela equipe principal de seu país, contra a Venezuela. No ano seguinte, defendeu a Colômbia no Torneio de Toulon, na França, pela Seleção sub-21. No segundo semestre, voltava à seleção principal, na disputa pela Copa América, no Paraguai. Marcou um golaço contra a Argentina, o que acabou mais uma vez chamando a atenção na Europa. Voltou para o Velho Continente, desta vez para defender a equipe do Parma, da Itália. Apesar de reserva, disputou partidas no difícil campeonato italiano e pela Copa da Uefa.
Montaño espera aproveitar a experiência para ajudar a Colômbia a conseguir uma vagas para as Olimpíadas de Sydney. ‘‘A vontade de se classificar é muito grande. E acho que temos chances, porque estamos bem preparados’’.

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