CAC/Lusa também vai ao tapetão para se salvar
A procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) deve ganhar entre hoje e amanhã mais dois processos para analisar. Depois da denúncia do Iguaçu de que o Real Brasil teria utilizado um jogador irregular, agora, o CAC/Portuguesa resolveu processar as duas equipes, também por supostas irregularidades na documentação de atletas.
Segundo o diretor jurídico do clube cambeense, Hélio Camargo, a primeira denúncia envolve o Real. O advogado afirma que o time usou o jogador André Noronha em três jogos sem ter feito o registro dele na Federação Paranaense de Futebol (FPF). ''Ele estava registrado na Federação Catarinense, pelo clube Concórdia, e fez três jogos pelo Real, depois sumiu'', relatou Camargo.
No entanto, a denúncia, se realmente for protocolada, estará fora do prazo de três dias úteis, previsto no regulamento da FPF. Mas isso não preocupa o advogado, que disparou contra a federação. ''Houve conivência da FPF. Os clubes não têm que ficar fiscalizando os outros para verem se o jogador está regular ou não. Isso tem que ser feito pelo Departamento de Registros.
Na outra denúncia, a Lusinha pretende enquadrar também o Iguaçu no episódio envolvendo a falsificação de documentos do jogador Erinaldo da Silva Santos. O atleta jogou com o nome de Emerson da Silva Santos e com idade de 22 anos pelo Iguaçu e com o nome de Erinaldo, de 26 anos, pelo Real.
O Iguaçu acusa o Real de utilizar um jogador que já tinha defendido outro clube no campeonato. Já a Lusinha quer que o time de União da Vitória também seja punido porque usou o atleta quando ele alegava ter 22 anos, mas na verdade tinha 26, configurando um caso de ''gato''. ''O Iguaçu descobriu, mas não utilizou a precaução necessária'', apontou Camargo.





