O presidente do CAC/Portuguesa, Amarildo Vieira Martins, encaminhará ofício à Federação Paranaense de Futebol (FPF), protestando contra as agresões sofridas fora de campo por ele, pelo técnico Walber Martins, o Knário, e pelo auxiliar David Camargo. Os incidentes ocorreram domingo à tarde, no Estádio Emílio Gomes, em Irati, durante a partida em que o Iraty empatou com o CAC/Lusa por 1 a 1. ''Vou exigir providências da Federação porque uma coisa dessas não pode acontecer no futebol. Houve briga dentro de campo em função da falta de pulso do árbitro (Elton Mello Nobre), que não soube controlar a partida e a confusão se estendeu para a arquibancada, onde fomos agredidos'', relatou Martins.
O cartola da equipe londrinense disse que nunca antes em um jogo contra o Iraty seu time havia tido problemas no Estádio Emílio Gomes. ''Não sei o que aconteceu dessa vez. A equipe deles estava muito nervosa desde o início e a todo momento seis ou sete jogadores cercavam o juiz para pressioná-lo. As expulsões foram acontecendo e a situação piorou no final do jogo'', contou Martins.
Na verdade, a partida nem chegou ao final. Foi interrompida aos 44 minutos do segundo tempo depois que o volante Diogo, do Iraty, deu uma entrada violenta no lateral Ciel, da Lusa, que foi parar no hospital. Não deu nem tempo do árbitro mostrar o cartão vermelho para Diogo (que seria o terceiro expulso do Iraty). Após a agressão iniciou-se uma briga dentro de campo e Nobre foi para o vestiário e deu a partida por encerrada. ''O assistente Hildefonso Trombeta me disse por telefone que não havia mais clima para o jogo'', informou ontem o presidente da comissão de arbitragem da FPF, Afonso Vitor de Oliveira, em entrevista à FOLHA.
Oliveira disse ontem à tarde que ainda não tinha a súmula do jogo. ''Só vou saber o que ele (Nobre) relatou vendo a súmula. Só sei que não havia ambiente para prosseguir o jogo, que já estava no seu final''. Oliveira disse ter ouvido que o número de policiais no estádio era de apenas dez. ''Só depois chegou reforço'', afirmou.
Ontem, na sede da Lusa, Martins mostrou alguns sinais dos tapas e chutes que levou - no olho, no braço e na testa. ''Apanhei, mas também tive que bater para me defender. O David (auxiliar), que estava atrás do banco de reservas da Lusa, junto aos torcedores, foi o que mais apanhou'', disse. Ele não estava ontem na Vila Santa Terezinha para mostrar as escoriações.
Ao sair do estádio, a equipe teve que esperar mais de duas horas num hospital de Irati até o lateral Ciel ser liberado. ''O cara (Diogo) poderia ter quebrado a perna dele. Foi maldoso. Graças a Deus o Ciel teve só uma lesão nos ligamentos do tornozelo'', relatou Martins. O lateral, que estava ontem em Curitiba, ficará pelo menos um jogo fora. O próximo jogo da Lusa será o confronto de líderes contra o Cianorte, domingo, em Cambé.

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