O Clube Atlético Cambé (CAC) apresentou ontem parte do elenco que disputará a Terceira Divisão do Campeonato Paranaense e a comissão técnica da equipe. A apresentação foi no Estádio José Garbelini, que será a casa do clube na Terceirona.
Sob gestão da Pat Sports, o CAC será comandado pelo técnico Walbert Martins, o Knário. A novidade na comissão técnica é a presença do preparador de goleiros húngaro, Peter Kalman. O preparador físico é o ex-jogador Britânia.
A equipe volta aos treinamentos após uma folga de um mês, desde que retornou da excursão feita à Hungria para uma série de amistosos. Dos 18 jogadores que atuaram nos jogos na Europa, apenas seis permaneceram na equipe, que foi reforçada. A ideia dos gestores é manter dois times treinando para uma nova aventura no Velho Continente nos próximos meses. Na última, três jogadores foram negociados.
Por enquanto, estão contratados 25 jogadores. Mas esse número deve subir bastante. A direção do CAC negocia com o Londrina o empréstimo de alguns atletas que disputaram o Paranaense e estão apenas treinando, e de jogadores do Operário. Além deles, segundo o gestor do clube, Marcelo Martins, quem está bem perto de acertar é o meia Silvinho, ex-Londrina.
''Vamos fazer um time experiente, mas com alguns garotos. Nós teremos um time forte, para termos o apoio da nossa torcida, sempre com casa cheia, para subirmos'', ressaltou o dirigente.
O técnico Knário reconhece que o elenco, ao menos no papel, é um dos mais fortes e que seu time saiu na frente ao começar o trabalho em abril. ''Tínhamos uma base boa. Perdemos alguns jogadores que ficaram na Hungria, outros que saíram, mas mesmo assim saímos na frente. E temos bons nomes para chegar'', analisou.
Porém, o treinador sabe que dentro de campo, o favoritismo pode ser derrubado com um clima de ''já ganhou''. ''Isso não quer dizer que vamos ser campeões. Vamos montar um time forte, o clube está mais organizado, mas subir é consequência'', apontou.
Sempre com frases de efeito, Knário não deixou de disparar uma durante a apresentação. ''Quero ser igual ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e sem fazer alardes vou prendendo todo mundo'', comparou o folclórico treinador cambeense.

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