Cabral se prepara para sua 13ª Copa do Mundo
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sábado, 24 de abril de 2010
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
De 1962 para cá o mundo viu o Brasil conquistar quatro títulos mundiais, viu Pelé, Garrincha, Maradona, Platini, Romário, Zidane, Ronaldo, em 12 mundiais desde o torneio disputado no Chile. Um repórter brasileiro presenciou todos esses craques brilhando em Copas do Mundo de perto. Rubens Cabral, que acaba de completar 69 anos, já prepara as malas para encarar seu 13º mundial.
O repórter esportivo fará a cobertura da Copa da África do Sul para seu programa, na TV Viana, de Londrina. Será a 12ªdele a trabalho. No Mundial do Chile, Cabral foi como torcedor.
Tudo começou 48 anos atrás e com uma pitada de sorte. O repórter morava em Campinas, sua cidade-natal, e resolveu participar de uma campanha de uma marca de bebidas. Eu passava de bar em bar juntando tampinhas. Quando fui entregar as cartas, já tinha vencido o prazo. Fui, então, a um show no Ginásio do Pacaembu, onde iam sortear a última passagem. Consegui colocar todas as minhas cartas lá na urna. Para a minha surpresa, fui o sorteado, contou.
Cabral guarda o álbum de fotos no Chile até hoje. Mostra com orgulho seus retratos em preto e branco ao lado de Pelé, de Garrincha. De lá para cá não deixou de ir a nenhum Mundial. Só que a partir da Copa de 66, na Inglaterra, passou a ir como repórter.
Ele sempre deu um jeito de conseguir ir. Como o custo não é baixo de uma viagem dessas, Cabral teve que dar aquele jeitinho brasileiro para poder levantar o dinheiro para pagar as despesas. As dificuldades são grandes e tem que se virar, disse.
Uma das formas encontradas foi levar camisetas do Brasil para comercializar nos países em que passou. Levo mil camisetas e vendo na porta dos estádios. Não sobra uma. Só na Alemanha que não deu, disse, contando que a primeira vez que fez isso foi no País de Gales, quando levou para trocar por peças de outros países e os nativos quiseram comprá-las. Outra alternativa é levar faixas de políticos locais e tentar mostrá-las nas tevês brasileiras.
Em tantas coberturas, Cabral teve seus momentos de tietagem também. O Solange Ribas, da Gazeta Esportiva, era meu ídolo e, de repente, eu estava viajando ao lado dele. Também fiquei amigo do João Saldanha. Ele até veio aqui, revelou.
Para ele, a Copa mais organizada foi a de 2002, no Japão e na Coreia do Sul. Já a melhor seleção que viu jogar não foi a de 70. Foi a de 82, na Espanha. Aquela já entrava em campo ganhando, mas acabou vindo embora mais cedo. concluiu.


