CABEÇA FRACA
PUBLICAÇÃO
domingo, 02 de agosto de 2015
Gilmar Agassi<br> [email protected] 
Trezentos e sessenta e oito dias. Esse é o prazo exato que falta para o início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. No dia 5 de agosto de 2016 será realizada a Cerimônia de Abertura, no estádio do Maracanã, e assim terá início o maior espetáculo esportivo do planeta, que reunirá 10.500 atletas de 205 países.
No tempo que resta até o início da Olimpíada, as autoridades terão que correr contra o tempo algo normal em se falando de Brasil para entregar as instalações esportivas. Se bem que é verdade, não há nada muito atrasado nas obras em execução na capital carioca.
O problema brasileiro não parece ser mesmo as construções de ginásios e arenas. A preparação de atletas e equipes é que preocupa. O desempenho apresentado nos Jogos Pan-Americanos de Toronto ficou aquém do esperado. A equipe nacional até conseguiu atingir a meta proposta pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), de ficar entre os três melhores perdeu apenas para Estados Unidos e Canadá -, porém vários dos atletas que eram considerados favoritos falharam no momento decisivo.
Pelo apresentado na cidade canadense, a parte mental, provavelmente, será um dos maiores adversários dos representantes brasileiros nos Jogos do Rio. A pressão será grande da imprensa, torcida, familiares e amigos para que eles subam ao pódio. Por isso, além de aprimorarem suas técnicas neste ano que falta até o início dos Jogos, eles terão que ser submetidos a um trabalho psicológico de qualidade. Se a cabeça não estiver preparada para a cobrança, de nada valerá o comprometimento nos treinamentos.
Com os atletas bem preparados tecnicamente e mentalmente, já vai ser difícil alcançar a surreal meta do COB de ficar entre os dez melhores países em conquistas de medalhas. Sem força mental, então, corremos risco de passar vexame.
Faltando apenas oito jogos para o término da fase de classificação da Série C, o Londrina terá uma decisão a cada fim de semana. O empate com a Portuguesa não foi de todo ruim, apesar das chances desperdiçadas (Magno, você consegue explicar o que aconteceu naquele lance?).
Mas, daqui para frente, empatar pode não ser suficiente. O duelo com o Guarani, no sábado que vem, é fundamental para as pretensões do Tubarão. Um novo tropeço em casa pode comprometer o trabalho de um ano todo.


