CABEÇA FEITA!
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de julho de 2013
MAURO BETING<br>maurobeting@ lancenet.com. br 
Seria uma derrota para demitir treinador não tivesse a diretoria são-paulina se antecipado e demitido Ney Franco dois dias antes. O São Paulo era melhor que o Santos em reconstrução quando levou um gol aos 12 minutos do segundo tempo e murchou. O Santos cresceu e ampliou com Cícero, aos 36, e fechou com justiça o placar de um jogo difícil de definir. Até mesmo entender. Como muitos no Morumbi não têm se entendido. Ou não entendem mais nada. Diferentemente do Santos dos meninos que entram quase sempre bem. Melhor que a encomenda da direção do clube.
Milton Cruz manteve o 4-2-3-1 de Ney Franco, mas inverteu os armadores. Osvaldo foi atacar pela direita, Jadson foi melhor aproveitado por dentro (apesar do mau aproveitamento de Luis Fabiano dos passes do armador) e Ganso, agora pela esquerda, longe da posição habitual, manteve o desempenho apático habitual. No Santos, Claudinei Oliveira optou por Leandrinho e Neilton abertos - mas sem acompanharem o apoio dos laterais tricolores.
A linha de zaga adiantada santista deu a Luís Fabiano boas chances mal aproveitadas no primeiro tempo, também pela ótima atuação de Aranha, e pelos impedimentos do artilheiro tricolor. Na segunda etapa, o Tricolor voltou no ataque. Jadson seguiu pensando bem e o jogo e passando ainda melhor. Mas perdeu gol feito aos 8 minutos, quando o Santos seguiu marcando mal. Claudinei resolveu mudar, aos 12 minutos. Colocou Giva no lugar do atrapalhado William José. No tempo em que você leu este parágrafo ele abriu o placar de cabeça, em grande lance de Neilton. O São Paulo acabou. O Santos tomou gosto pela coisa, foi empilhando chances, e ampliou em lance parecido com o do primeiro gol, desta vez com Cícero, de cabeça. Usando aquilo que o São Paulo esqueceu de usar dentro e fora de campo.






