Preparando-se para o que será apenas sua sexta corrida na F-1, o novato Jenson Button, 20, da Williams, voltou a surpreender. Ontem, ele foi o mais rápido na primeira sessão de treinos livres para o GP da Europa, no circuito alemão de Nurburgring. Hoje, no treino oficial, a partir das 8 horas (de Brasília), com transmissão ao vivo da Rede Globo, tentará sua primeira pole na categoria.
‘‘Não quero ficar muito animado, porque, afinal, foi apenas um treino livre. Muita coisa deve mudar até amanhã (hoje) mas, obviamente, gostaria muito de continuar na frente’’, disse o inglês. A sessão de ontem foi disputada sob frio de 7ºC e garoa fina. Para hoje e amanhã, a meteorologia prevê o mesmo tempo instável que causou, no ano passado, em Nurburgring, um dos resultados mais inusitados da temporada. Na ocasião, a vitória foi de Johnny Herbert, seguido por Jarno Trulli e Rubens Barrichello.
Jenson Button fechou sua melhor volta em 1min19s808, superando o austríaco Alexander Wurz, da Benetton, com 1min20s248. O atual campeão, Mika Hakkinen, da McLaren, ficou em terceiro (1min20s300), seguido pelo seu companheiro de equipe, o escocês David Coulthard (1min20s507).
Michael Schumacher, líder do Mundial, foi o melhor da Ferrari – ficando na quinta colocação no grid de largada provisório (1min20s519). Rubens Barrichello, também da escuderia de Maranello, fez apenas o 14º tempo: 1min20s891. O melhor brasileiro no trabalho de ontem foi Ricardo Zonta, da BAR, em oitavo (1min20s709). Pedro Paulo Diniz, da Sauber, ficou em 12º (1min20s850).
Barrichello procurou, no entanto, desdenhar o resultado da sessão. ‘‘A sexta-feira não foi de se jogar fora, porque deu para aprender mais sobre o carro, mas não é nada realista’’, declarou. ‘‘Quando eu estava na Stewart, também gostava de esvaziar o tanque e colocar pneus novos no final do treino para ir lá para cima’’, completou, referindo-se a Button.
O brasileiro disse que preferiu dedicar o dia a acertar seu carro para a corrida e previu um treino oficial muito movimentado.
‘‘Se o tempo ficar assim, vai ser conturbado. Vai ser um treino para jogar com o oportunismo.’’
Mercado – A F-1 corre amanhã apenas a sexta de suas 17 etapas, mas o canadense Jacques Villeneuve, da BAR, herdou ontem, em Nurburgring, uma condição que em 1999 pertencia a Rubens Barrichello. Em uma sexta-feira fria e chuvosa, a categoria se trancou nos motorhomes, ambiente propício para a proliferação de rumores. Resultado das conversas: o canadense, campeão mundial de 97, tornou-se a ‘‘bola da vez’’ na categoria. Com convites de quatro equipes para 2001, tem o poder de detonar o processo de transferências entre pilotos e escuderias.
Assim como aconteceu com Barrichello, que acabaria assinando com a Ferrari, todas as equipes aguardam uma posição de Villeneuve para decidir o que fazer. O piloto tem convites da Benetton, Jaguar e McLaren, além da BAR.

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